RADAR DO DIA: Atenção a Câmara dos Deputados, Guedes e balanço da Oi

São Paulo – Os investidores devem ficar atentos à votação de ontem da Câmara dos Deputados, que aprovou uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que deixa o orçamento público mais engessado, um desafio direto à proposta do ministro da Economia, Paulo Guedes, de reduzir as obrigatoriedades dos gastos públicos.

O projeto, que ainda requer aprovação do Senado, foi apoiado por 448 dos 513 deputados no mesmo dia em que Guedes cancelou de última hora uma audiência com a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) da Câmara em que trataria da reforma da Previdência.

A votação também ocorreu em meio a críticas crescentes do Congresso sobre a forma como o Planalto vem conduzindo a articulação política da reforma da Previdência e após um grupo significativo de deputados indicar que não pretende aprovar a proposta em seu formato original. Por isso, ganha relevância a presença de Guedes hoje em audiência na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, por volta das 14h.

Ontem, líderes dos partidos de oposição ao governo do presidente Jair Bolsonaro – PDT, PT, PCdoB, PSB, PSOL e Rede – divulgaram nota em que rechaçam a proposta de reforma da Previdência e defendem a rejeição do plano desde a tramitação na CCJC.

Juntos, os partidos da oposição reúnem 133 deputados – o que, por si, não impediria a aprovação da reforma da Previdência no plenário da Câmara, onde são necessários 308 dos 513 votos possíveis para a aprovação da medida.

No entanto, os líderes de outros partidos do chamado “centrão”, que representam 278 deputados, também indicaram que pretendem remover da proposta original os trechos relacionados a mudanças na aposentadoria rural e no Benefício de Prestação Continuada (BPC), o que na prática reduz a 102 deputados o potencial apoio da Câmara ao plano original do governo.

Em âmbito corporativo, a Oi divulgou que seu prejuízo cresceu 48,4% no quarto trimestre do ano passado em relação a igual período do ano anterior, para R$ 3,343 bilhões, pressionado por uma queda de 7,9% na receita operacional líquida, a R$ 5,365 bilhões, e por um aumento de 24,4% nas despesas operacionais, para R$ 9,572 bilhões.

Gustavo Nicoletta / Agência CMA ([email protected])  

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