RADAR DO DIA: Atenção a articulação da Previdência e a ações de Vale e BRF

São Paulo – Apesar de ter subido com as ações da Vale e siderúrgicas e dados mais fortes da economia chinesa, o Ibovespa desacelerou em função de uma intensificação de perdas das ações da Petrobras e do Itaú Unibanco. A Petro caiu apesar da alta de mais de 2% dos preços do petróleo, mas porque o ministro de Energia de Israel, Yuval Steinitz, indicou que a Petrobras participará do leilão de áreas de gás natural no país, informação que não foi confirmada pela Petrobras.

Por aqui, a trégua política tem sido fundamental para esta sequência de altas da bolsa, com os agentes dando um voto de confiança para o andamento da reforma da previdência na Câmara dos Deputados.

Hoje, o ministro da Economia, Paulo Guedes, reúne-se com deputados para tratar da reforma, e ontem o relator da nova Previdência na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) da Câmara reforçou que não fará análise do mérito da proposta, na tentativa de rebater rumores de que o texto poderia ser diluído já na CCJC. A desidratação, porém, ainda pode ocorrer caso algum trecho da proposta da reforma da Previdência seja considerado inconstitucional.

No lado externo, existem os riscos que envolvem a saída do Reino Unido (Brexit) da União Europeia, os melhores dados industriais da economia chinesa melhoraram o humor dos investidores e fomentaram os mercados acionários pelo mundo, com destaque para o setor de siderurgia e mineração.

No âmbito empresarial, ontem após o fechamento do pregão da B3, a Fitch rebaixou o rating da BRF de ‘BBB-‘ para ‘BB’ e mudou a perspectiva da companhia de “negativa” para o status de “estável”. De acordo com a agência, o rebaixamento reflete o baixo desempenho operacional, maior alavancagem e o ritmo de desalavancagem mais lento do que inicialmente previsto.

A Petrobras Distribuidora recebeu a décima primeira parcela, correspondente a R$ 127 milhões, referente aos Instrumentos de Confissão de Dívidas – ICDs assinados com a Eletrobras. Até o presente momento já foram pagos R$ 2,004 bilhões pela Eletrobrás.

Ainda ontem a Vale se defendeu de notícias publicadas durante o dia. Primeiro alegou serem falsas as informações publicadas no “UOL” sobre a tributação de suas operações no exterior, através da matéria “Vale faz venda fake à Suíça e deixa de pagar bilhões em impostos no Brasil”, na qual a empresa é acusada de realizar manobra no exterior para evitar impostos no Brasil.

Depois a Vale ressaltou que a proposta de remuneração global dos executivos da companhia será debatida na Assembleia Geral Ordinária do dia 30 de abril, e que o valor de R$ 21,999 milhões, se refere aos executivos que deixaram a companhia nos anos de 2017 e 2018. Os executivos que foram demitidos em 2019, após o crime de Brumadinho, terão suas situações avaliadas posteriormente.

Allan Ravagnani / Agência CMA

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