RADAR: Atenção às ações de Petrobras, Klabin e Azul

Por Allan Ravagnani e Wilian Miron

São Paulo – A Bolsa deve abrir o mês de maio em tom de pessimismo, reverberando os mercados estrangeiros e as ADRs brasileiras que caíram ontem na NYSE, após o presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), Jerome Powell, dizer que não vê motivos para novos cortes nas taxas de juros dos Estados Unidos.

Por aqui, seguem incertezas em relação ao cenário político e a tensão na Venezuela. Ontem, o deputado Paulinho da Força (SDD-SP) disse que o centrão não deve aprovar uma reforma da Previdência que favoreça a reeleição de Jair Bolsonaro.

Bolsonaro disse ontem em pronunciamento que o governo tem dificuldades de por em prática seu plano de governo. Disse também que teme que a situação no país vizinho afete o preço dos combustíveis.

Entre as empresas, a Klabin deve divulgar os resultados financeiros referentes ao primeiro trimestre de 2019 nos próximos minutos. O conselho da companhia aprovou o pagamento de R$ 201,0 milhões em dividendos intermediários a serem pagos no dia 17 de maio. Cada ação terá direito a R$ 0,03813885297, e as Units terão direito a R$0,19069426485 por papel.

A Azul Linhas Aéreas deixou a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) após ficarem evidentes os atritos com as concorrentes e colegas e associação, Gol e Latam, na disputa pelos ativos da Avianca. Nas últimas semanas a Azul alegou que a concorrência prejudicava a expansão da Azul, especialmente barrando sua entrada na Ponte Aérea (Congonhas – Santos Dumont).

A Petrobras finalizou o processo de venda de 100% de suas ações nas empresas que compõem o sistema de refino de Pasadena, nos Estados Unidos, para a Chevron. A americana pagou US$ 467 milhões (cerca de R$ 1,8 bilhão), sendo US$ 350 milhões pelo valor das ações e US$ 117 milhões de capital de giro, que será ajustado posteriormente para refletir a posição da data do fechamento.

As vendas no varejo de material de construção registraram uma alta de 4% no mês de abril na comparação com abril de 2018, e de 5% contra o mês de março. No acumulado do ano o setor apresenta alta de 2% e, nos últimos 12 meses, crescimento de 4%, de acordo com a pesquisa mensal da Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco).

A Vale criou uma diretoria para acelerar a reparação aos atingidos pelo incidente com a barragem 1 da mina córrego do Feijão, em Brumadinho (MG). O novo diretor é o engenheiro Marcelo Klein, que já vinha coordenando o Grupo de Resposta Imediata, responsável por consolidar todas as ações emergenciais.

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