RADAR: Atenção a Vale, dados do BC e cenário político

São Paulo – Os investidores devem reagir ao balanço da Vale, divulgado ontem à noite. A empresa divulgou que no quarto trimestre de 2018 o lucro aumentou 4,9 vezes em relação ao mesmo período do ano anterior, para US$ 3,786 bilhões, acompanhado por uma expansão de 7,04% na receita operacional líquida, para US$ 9,813 bilhões.

Ainda no setor corporativo, a Suzano pagou R$ 2,056 bilhões para amortizar a totalidade das debêntures da sétima emissão da companhia. O valor inclui a parcela a ser amortizada acrescida da correspondente remuneração, disse a empresa em comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

A Petrobras contratou uma linha de crédito de US$ 3,25 bilhões com vencimento em março de 2024 e prorrogável em até dois anos. O contrato foi assinado com 18 bancos e permite saques até o mês anterior ao vencimento.

No lado macroeconômico, o Banco Central (BC) reduziu a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2019 de 2,4% para 2,0%, citando como justificativa a expansão menor que a esperada da economia no último trimestre do ano passado, segundo o Relatório Trimestral de Inflação (RTI).

Além disso, o Indice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) subiu 1,26% em março, acelerando-se em relação à alta de 0,88% em fevereiro, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV). O resultado ficou praticamente em linha com a mediana das estimativas coletadas pelo Termômetro CMA, de +1,25%. Até este mês, o IGP-M acumula altas de 2,16% no ano e de 8,27% em 12 meses – número que também ficou praticamente dentro do esperado, de +8,25%.

No segmento político, a tensão entre o Palácio do Planalto e a Câmara dos Deputados aumentou ontem após o presidente Jair Bolsonaro e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), trocarem farpas em declarações à imprensa.

Bolsonaro insinuou que Maia está abalado com a prisão de Moreira Franco, seu sogro, e Maia disse que quem está abalado são os brasileiros, que esperam o governo começar a trabalhar. Ele também disse que Bolsonaro “brinca de presidir o País”.

A tensão deve agravar o clima político em Brasília, com efeitos negativos para os mercados brasileiros. O Ibovespa vinha subindo desde o início do ano por apostas de que Bolsonaro conseguiria aprovar a reforma da Previdência, mas a tarefa se mostra cada vez mais difícil e o embate entre Maia e Bolsonaro também não facilita a tramitação da medida.

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