RADAR: Atenção a Vale com forte valorização do minério

São Paulo – Os principais mercados de ações da Europa operam em alta, assim como os futuros norte-americanos. Por aqui a tensão política deve pesar no índice, após um dia de fortes e consistentes manifestações contra o corte no orçamento da Educação promovido pelo governo de Jair Bolsonaro.

O presidente, que para piorar a situação, chamou os manifestantes de “idiotas úteis” e de “militantes”, fato que pode inflar ainda mais a adesão nos próximos protestos. Aliados como MBL condenaram a fala de Bolsonaro.

Na Câmara, o ministro da Educação Abrahan Weintraub participou de sessão e ouviu duras críticas, gerando um clima tenso na Casa, na qual o governo necessita de pelo menos 308 votos para aprovar uma reforma da Previdência.

Entre as commodities, o minério de ferro opera em forte alta. Os preços dos contratos futuros na bolsa de Dalian, na China, subiram bem, com contrato com entrega para setembro de 2019 subindo 3,3%, a 671,0 iuanes (US$ 97,55) por tonelada, enquanto o do contrato para julho de 2019, que teve o segundo maior giro, avançou 2,0%, para 725,0 iuanes (US$ 105,40) por tonelada.

No front corporativo, a Marfrig reportou lucro líquido de R$ 4,3 milhões no primeiro trimestre de 2019, revertendo o prejuízo de R$ 202 milhões reportado no mesmo período de 2018, explicado principalmente pela extinção das despesas extraordinárias do empréstimo ponte utilizado para a aquisição da National Beef e por menores gastos com operações de capital de giro.

O conselho de administração da Suzano Papel e Celulose elegeu David Ferrer pagar o cargo de diretor-presidente da companhia, Claudio Thomaz Lobo Sonder, para a vice-presidência executiva e Orlando de Souza Dias como vice-presidente de Relações com Investidores.

O preço médio do aluguel teve uma alta nominal de 0,81% no mês de abril, a quinta consecutiva, percentual acima da inflação do mês medida pelo IPCA, de 0,57%, impondo uma alta real de 0,23% no preço dos aluguéis, segundo o índice FipeZap de Locação.

O subsecretário de política agrícola do Ministério da Economia, Rogério Boueri, disse que o governo pretende acabar com o monopólio do Banco do Brasil sobre o crédito rural. Em entrevista ao jornal “Valor Econômico”, ele afirmou que “queremos aumentar a concorrência no crédito rural. Mas vai ser tudo bastante gradual”.

A Natura afirma que mantém discussões com a Avon para uma possível compra da companhia, assim como mantém conversas com instituições financeiras para um eventual financiamento. Sem confirmar valores nem prazos sobre a concretização do negócio, notícias do “Valor Econômico” e “InfoMoney”, dizem que a Natura já teria conseguido de US$ 2 bilhões, por meio dos bancos Bradesco e Itaú, para concretizar a operação de compra.

Allan Ravagnani / Agência CMA

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