RADAR: Atenção à Previdência em dia de baixa liquidez

Por Allan Ravagnani

São Paulo – Os principais mercados acionários do mundo operam sem uma direção definida, com volume reduzido devido ao feriado do dia da Independência dos Estados Unidos. Por aqui o dia também deve ser de menor liquidez, mas seguirá repercutindo o andamento da reforma da Previdência.

Durante a madrugada os deputados da comissão especial que analisa a reforma da Previdência derrubaram os cinco requerimentos para adiar a decisão. A oposição tentou adiar, mas não conseguiu.

A proposta deve ser votada hoje às 9h. Na sequência, os membros da comissão avaliarão, um por um, os 25 destaques de bancada e os 99 individuais.

São propostas de alteração. Quando terminarem, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, poderá apresentar o texto ao plenário.

Como é uma emenda à Constituição, vai precisar ao menos de 308 deputados favoráveis em dois turnos. De acordo com o jornal “O Globo”, Maia teria uma lista com 325 deputados favoráveis ao texto. O objetivo é encerrar a passagem pela Casa até 17 de julho, véspera do recesso parlamentar. Aí começa no Senado.

Jair Bolsonaro se empenhou pessoalmente para desidratar o texto após ser chamado de “traidor” por policiais federais e rodoviários. Na proposta original, eles poderiam se aposentar com idade mínima de 55 anos desde que com 30 anos de contribuição. É menos do que o resto da população, que terá idade mínima de 65 anos (homens) e de 62 anos (mulheres) pela nova regra geral.

Segundo a “Folha”, os deputados se queixaram que, com o empenho de Bolsonaro, caiu o discurso do governo de que a reforma tinha por objetivo acabar com privilégios. O ministro Paulo Guedes permaneceu em silêncio.

No mercado de commodities, os preços dos contratos do minério de ferro na bolsa de Dalian, na China, fecharam em queda. O contrato mais negociado, com entrega para setembro de 2019, caiu 2,3%, a 881,0 iuanes (US$ 128,02) por tonelada. Já o petróleo recua levemente na plataforma ICE (-0,17%) e na Nymex (-0,65%).

No noticiário de empresas, a MRV espera alcançar, nos próximos cinco anos, até um quarto de suas receitas vindas do negócio de locação de imóveis Luggo. A estimativa leva em consideração um cenário econômico mais favorável no país.

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