Putin e Trump conversam pelo telefone e tratam de crise na Venezuela

Por Carolina Pulice

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e presidente russo, Vladimir Putin. Foto: Kremlin

São Paulo – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou ter tido uma conversa com o presidente russo, Vladimir Putin, nesta tarde, classificando-a como “muito produtiva”.

“Tive uma longa conversa com o presidente da Rússia. Como eu sempre disse, antes da caça às bruxas começar, se dar bem com a Rússia, com a China e com todo mundo é uma boa coisa, não uma coisa ruim”, disse em seu Twitter, se referindo à investigação sobre uma possível relação entre sua campanha presidencial, em 2016, e uma interferência russa.

Trump confirmou que ele e Putin conversaram sobre comércio, Venezuela, Ucrânia, Coreia do Norte, controle de armas nucleares e até mesmo o caso de relação entre os russos e as eleições de 2016.

Os temas citados por Trump são alvo de polêmicas na relação bilateral entre os países. O mais recente embate é sobre a situação na Venezuela. De um lado, o governo dos Estados Unidos apoia o autoproclamado governo interino de Juan Guaidó, e já chegou a ameaçar interferir militarmente no país. De outro, o governo russo apoia Nicolás Maduro, e afirma que uma interferência militar norte-americana “poderia levar a consequências maiores”.

Como resposta, Putin disse que a tentativa de derrotar o governo da Venezuela diminuem as perspectivas de uma solução política à crise no país caribenho.

De acordo com um comunicado do Kremlin, veiculado pela agência “Sputnik”, “durante a conversa de trocas de opiniões sobre a situação sobre a Venezuela, o presidente da Rússia enfatizou que somente o povo venezuelano pode decidir o futuro de seu país”.

“A influência externa nos assuntos internos da Venezuela, as tentativas de conseguir à força uma mudança de governo em Caracas minam as perspectivas de uma solução política para a crise”, disse o presidente russo.

O comentário ocorre em meio a um posicionamento mais enfático dos Estados Unidos sobre a situação da Venezuela. Desde a tentativa de encerrar o governo de Maduro por parte da oposição, que teve início na terça-feira, o governo norte-americano voltou a afirmar “que todas as opções estão sobre a mesa”, e que aumentaria a pressão sobre o país.

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