FMI reduz projeção de alta do PIB 2019 dos EUA de 2,5% para 2,3%

Foto: FreeImages.com / Ben Wright

São Paulo – A economia dos Estados Unidos deve crescer 2,3% em 2019, segundo relatório trimestral do Fundo Monetário Internacional (FMI) com as projeções econômicas mundiais. Os dados foram rebaixados em relação ao relatório anterior, publicado em janeiro, que mostrava alta de 2,5%. Em 2018, a economia cresceu 2,5%.

Para 2020, a previsão foi revisada para cima, de 1,8% para 1,9%. O relatório de outubro mostrava dados idênticos aos de janeiro. Segundo o FMI, o crescimento da economia dos Estados Unidos está desacelerando com a reversão do estímulo fiscal.

“A revisão para baixo do crescimento de 2019 reflete o impacto da paralisação do governo e gastos fiscais um pouco mais baixos do que o previsto anteriormente, enquanto a modesta revisão para cima para 2020 reflete uma postura mais acomodatícia da política monetária do que na previsão de outubro”, segundo o FMI.

“Apesar da revisão para baixo, o ritmo projetado de expansão para 2019 está acima da taxa de crescimento potencial estimada da economia dos Estados Unidos. O forte crescimento da demanda doméstica apoiará o aumento das importações e contribuirá para algum aumento do déficit em conta corrente”, de acordo com o relatório.

Para o Fundo, o déficit em conta corrente do país deve crescer este ano e no próximo, antes de diminuir a partir de então. “As medidas comerciais recentemente impostas pelos Estados Unidos e as medidas de retaliação dos parceiros comerciais deverão ter um impacto limitado nos desequilíbrios externos em geral”, diz o documento.

Além disso, a abordagem de paciente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) rumo à normalização é apropriada, e o FMI espera que o mercado de trabalho se torne mais aquecido e que o reajuste salarial se recupere, o que deve justificar um novo aumento de juros no segundo semestre do ano.

Por fim, o FMI afirmou que a revisão fiscal de 2017 e os subsequentes aumentos nos gastos aumentaram o déficit orçamentário e contribuíram para um perfil de dívida pública já insustentável. Em relação às políticas do setor financeiro, a atual abordagem baseada em riscos para regulamentação e supervisão deve ser preservada.

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