FMI reduz previsão de crescimento da eurozona em 2019 de 1,6% para 1,3%

(Foto Parlamento Europeu/UE)

São Paulo – A economia da zona do euro deve desacelerar para 1,3% este ano e para 1,5% no próximo, após expansão de 1,8% em 2018, segundo as novas projeções o Fundo Monetário Internacional (FMI).

A estimativa de 2019 representa um corte de 0,3 ponto percentual (pp) em relação às previsões feitas em janeiro e uma baixa de 0,6 pp na comparação com as projeções de outubro de 2018. No caso de 2020, a estimativa é 0,2 pp menor tanto com relação ao relatório de janeiro como o de outubro.

“A eurozona desacelerou mais do que o esperado, uma vez que uma combinação de fatores pesou sobre a atividade do países, incluindo enfraquecimento da confiança dos consumidores e das empresas; atrasos associados à introdução de novos padrões de emissão de combustível para veículos movidos a diesel na Alemanha; incerteza da política fiscal e spreads elevados”, diz o FMI.

O Fundo cita ainda o abrandamento do investimento na Itália e os protestos de rua que interromperam as vendas no varejo e pesaram sobre os gastos na França como motivos da desaceleração econômica da eurozona, além das preocupações crescentes sobre a saída do Reino Unido da União Europeia (Brexit) sem acordo, que também pesaram sobre decisões de investimento na eurozona.

Além disso, o FMI destaca que na sequência de um aumento notável em 2017, as exportações das economias da eurozona se atenuaram consideravelmente, em parte devido ao fraco comércio interno, que exacerbou a fragilidade da confiança em toda a área da moeda comum europeia.

BREXIT

Segundo o FMI, fatores específicos podem aumentar a aversão ao risco e a distribuição desses riscos incluindo o aumento da possibilidade de um Brexit sem acordo e o resultado da eleição parlamentar europeia que atrase ou reverta o progresso no fortalecimento da arquitetura da eurozona.

“Geralmente, um Brexit sem acordo pode interromper as cadeias de fornecimento e aumentar os custos de negociações comerciais, que podem ter um impacto negativo nas economias do Reino Unido e da União Europeia”, diz o FMI.

OUTROS RISCOS

Ainda segundo o relatório, a inflação continua se mantendo bem abaixo do alvo estabelecido pelo Banco Central Europeu (BCE), que é próximo porém pouco abaixo de 2,0%, e o reajustes dos salários ainda é lento apesar do fortalecimento do mercado de trabalho em muitas economias da eurozona.

“A política monetária deve continuar acomodatícia. Sob este olhar, a orientação futura indica que o BCE vai reinvestir em segurança até depois da primeira alta de juros”, diz o FMI.

“O espaço fiscal varia através da eurozona. Em alguns países – França, Itália e Espanha – a desaceleração deve ser reconstruída gradativamente para evitar espirais de retorno adverso entre os riscos soberanos e bancários e para assegurar a estabilidade”, acrescenta o relatório.

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