Produção vai mais que dobrar com abertura do mercado de gás, diz ministro

Por Leandro Tavares

São Paulo – O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, disse que a abertura do mercado de gás no Brasil vai permitir mais que dobrar a capacidade de produção e será capaz de alcançar preços mais competitivos, uma vez que todas as regiões do país estão surgindo boas iniciativas relacionadas ao gás.

“A partir de uma maior e mais diversificada oferta de gás, até 2029 a nossa produção passará dos atuais 124 para 267 milhões de metros cúbicos por dia. Ao alcançarmos preços mais competitivos, o nosso país será capaz de gerar mais emprego e renda para a nossa população”, disse o ministro, que participou do lançamento ontem ao lado do presidente Jair Bolsonaro.

Como exemplo, Albuquerque citou iniciativas na região Norte, com o campo de gás denominado Azulão, que abastecerá Roraima em decorrência do leilão recentemente realizado. Além disso, no Nordeste, onde está se congregando um terminal de GNL capaz de regaseificar até 21 milhões de metros cúbicos (m/3) por dia e uma produção potencial próxima da ordem de 20 milhões de m3/dia em 2025.

Na região Centro-Oeste, por sua vez, estão em curso negociações para a importação de gás boliviano a preços atrativos. Na região Sudeste, as descobertas no pré-sal no litoral dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo, deixarão a região em posição relevante para o aproveitamento dessa riqueza.

No caso da região Sul, o ministro lembrou que novos projetos de terminais de GNL estão sendo estudados. “A integração energética entre o Brasil e a Argentina poderá criar oportunidades tendo em vista as grandes reservas de gás do pré-sal brasileiro e as descobertas em Vaca Muerta, na Argentina”.

No discurso, Bento Albuquerque disse também que o gás natural impacta de forma significativa o segmento industrial, podendo representar mais de 30% do custo final.

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