Premiê da Escócia considera plebiscito de independência do Reino Unido

O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, e a primeira-ministra da Escócia, Nicola Sturgeon. Foto: Divulgação/ Serviço Audiovisual da União Europeia

São Paulo – A primeira-ministra da Escócia, Nicola Sturgeon, considera convocar um segundo plebiscito sobre a independência escocesa do Reino Unido no caso um acordo de saída britânica da União Europeia (UE) aquém do ideal.

“Se nós acabarmos sendo retirados da União Europeia contra nossa vontade com base em um acordo aquém do ideal que na verdade compromete os interesses da Escócia, eu não quero que a Escócia tenha que se contentar com o segundo melhor e se tornar uma parte marginalizada de um Reino Unido marginalizado”, disse ela em entrevista ao “Channel 4 News”.

“Nessas circunstâncias, seria certo para a Escócia considerar novamente se ser independente e ter a opção de ser independente na Europa é melhor para o futuro”, afirmou a premiê. O primeiro plebiscito pela independência da Escócia foi em 2014, e os escoceses votaram para ficar no Reino Unido. No plebiscito do Brexit em 2016, a maioria dos escoceses votou pela permanência britânica na UE.

Sturgeon se reuniu ontem com a primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May. Segundo a premiê escocesa, em declarações a repórteres após a reunião, qualquer acordo entre May e o líder da oposição, Jeremy Corbyn, será o segundo melhor resultado. Ela alertou Corbyn para que não concorde com qualquer opção.

Os líderes políticos britânicos têm se reunido para tentar acabar com o impasse do acordo do Brexit fechado entre Londres e Bruxelas, que foi rejeitado três vezes no Parlamento do Reino Unido. O país tem até 12 de abril para deixar a UE sem acordo ou pedir uma nova extensão do prazo de saída. O Conselho Europeu se reúne no dia 10 de abril.

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