Prejuízo da BRF quase triplica no 4º tri de 2018

28/02/2019 10:02:29

Por: Gustavo Nicoletta / Agência CMA

Pedro Parente, presidente da BRF. (Foto: Leandro Tavares/Agência CMA)

São Paulo – O prejuízo líquido da BRF aumentou 2,7 vezes no quarto trimestre de 2018 em relação ao mesmo período do ano anterior, para R$ 2,125 bilhões, pressionado por um aumento nas despesas da companhia e, principalmente, por uma baixa contábil de mais de R$ 2,5 bilhões referente a ajustes no valor de ativos vendidos, em particular o de Várzea Grande (MT).

A receita operacional líquida da BRF aumentou 7,2%, para R$ 9,546 bilhões, mas o custo das vendas cresceu mais rápido – em 9,2%, para R$ 7,912 bilhões -, o que levou o lucro bruto da companhia a encolher 1,3%, a R$ 1,634 bilhão.

Também houve aumento nas despesas operacionais – de 5,0%, para R$ 1,584 bilhão – e em outros gastos da companhia, o que provocou redução de 65,8% no resultado operacional da BRF, para R$ 50 milhões.

O ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) passou de R$ 499 milhões no quarto trimestre de 2017 para um resultado negativo de R$ 1,802 bilhão. Desconsiderando itens não recorrentes, entre eles a baixa contábil referente a ativos vendidos, o ebitda teria aumentado 30,3%, para R$ 841 milhões.

O volume de vendas da BRF caiu 1,8% no quarto trimestre de 2018 em relação a um ano antes, para 1,283 milhão de toneladas.

O diretor-presidente da BRF, Pedro Parente, disse em nota que a empresa possuía uma posição de caixa “robusta” ao fim do ano passado, de aproximadamente R$ 7 bilhões, que será fortalecida por vendas de ativos estimadas em mais de R$ 2 bilhões até o final do primeiro semestre deste ano.

“Ao longo de 2019 prevemos gerar fluxo caixa livre positivo e já começamos o ano com recursos suficientes para o pagamento de principal e juros de toda nossa dívida de curto prazo, e ainda encerrar 2019 com saldo de caixa acima do mínimo”, afirmou.

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