Potencial de expansão da França deve convergir para 1,5%, diz FMI

Por Carolina Gama

São Paulo – O crescimento da economia francesa deve convergir para o potencial de 1,5% no médio prazo, de acordo com previsão do Fundo Monetário Internacional (FMI), que espera uma expansão de 1,3% este ano e de 1,4% em 2020. No ano passado, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 1,7%.

Bandeira da França. (Foto: Nathan Hughes Hamilton/Flickr)

“No médio prazo, a economia francesa deve crescer 1,5% apoiada na recuperação da demanda interna e externa e pelas reformas estruturais em curso”, diz o FMI em relatório sobre as condições econômicas do país, conhecido como artigo IV.

O Fundo alerta, no entanto, que os riscos aumentaram, incluindo os relacionados a uma saída do Reino Unido da União Europeia – Brexit – sem acordo, às tensões comerciais, a um enfraquecimento da atividade na zona do euro e a uma desaceleração na agenda de reformas internas.

No documento, o FMI destaca a melhora do mercado de trabalho francês, com forte criação de emprego, o que levou a uma redução adicional da taxa de desemprego.

“No ano passado, o governo reformulou a formação profissional e o desenvolvimento profissional para promover a participação no mercado de trabalho, especialmente para trabalhadores pouco qualificados, após as principais reformas tributárias sobre o trabalho e do código trabalhista promulgadas em seu primeiro ano de mandato. Uma recente reforma do ambiente de negócios também foi aprovada, o que deve estimular a concorrência, a inovação e o crescimento da produtividade”, diz o FMI.

Com relação à inflação, o Fundo lembra que houve uma aceleração em 2018 devido ao aumento dos preços do petróleo e dos impostos, mas desde então tem moderado e está projetada para atingir 1,2% este ano. Já o déficit fiscal da França caiu para 2,5% do PIB no final de 2018, enquanto a dívida pública continua elevada, em cerca de 98% do PIB.

“Em relação à política fiscal, o governo está fornecendo alívio substancial para aumentar o poder de compra das famílias. Espera-se que algumas poupanças de despesas surjam no contexto das reformas planejadas das pensões e de subsídios ao desemprego”, afirma o FMI.

Quanto ao setor financeiro, o Fundo diz que, para lidar com o aumento do risco sistêmico da alavancagem corporativa, as autoridades francesas aumentaram ainda mais o colchão de capital anticíclico, após ativá-lo no ano passado, juntamente com a redução do grande limite de exposição dos bancos às grandes empresas endividadas.

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