Ouça o Agência CMA Podcast de 26 de abril

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Olá ouvinte do Agência CMA Podcast, eu sou Gustavo Nicoletta, editor-chefe da agência, e este é o resumo da semana.

A proposta de reforma da Previdência finalmente avançou na Câmara dos Deputados. Na terça-feira, o texto foi aprovado na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

O progresso, porém, teve um preço. O governo teve de ceder ao centrão – bloco informal que reprenta uma parcela majoritária dos deputados. Foram removidos quatro pontos da reforma original. Nenhum deles, porém, teve efeito sobre a potência fiscal da reforma.

A verdadeira discussão sobre as mudanças na Previdência começa agora, com o encaminhamento da reforma a uma comissão especial da Câmara dos Deputados. É nesta etapa que o projeto começa a receber emendas e corre risco de diluição.

A líder do governo no Congresso, deputada Joice Hasselmann, sinalizou que a expectativa é de que haja revisão ou supressão das alterações propostas para a aposentadoria rural e os pagamentos feitos a idosos em situação de miséria.

As mudanças nestes dois itens desagradam o centrão e, especificamente, as bancadas de deputados do Norte e Nordeste. Se elas forem removidas, a reforma da Previdência economizaria R$ 940 bilhões ao longo de dez anos. Essa poupança é menor que a ensejada pelo governo, de R$ 1,2 trilhão, segundo o cálculo mais recente divulgado pela equipe econômica de Bolsonaro.

Com a comissão especial criada e instalada, já começou a ser contado o prazo para a apresentação de um parecer a respeito da reforma da Previdência. Esta contagem deve ficar suspensa na semana que vem, dada a provável ausência de sessões deliberativas e de debates na Câmara.

Se tudo correr como o esperado daí em diante, o relator da reforma pode apresentar sua opinião a partir da última semana de maio. Este prazo, porém, pode se estender até o último trimestre deste ano, segundo o regimento da Câmara.

Na próxima semana, no Brasil, a semana será menos movimentada em função do feriado na quarta-feira, quando o mercado permanecerá fechado. No entanto, há manifestações contra a reforma da Previdência previstas para a mesma data.

Do lado macroeconômico, estão previstos dados sobre a taxa de desemprego, na terça-feira, e sobre a produção industrial, na sexta-feira.

No exterior, o evento mais relevante da semana que vem será o anúncio da decisão de política monetária do banco central dos Estados Unidos, o Federal Reserve. Em março, os membros da instituição indicaram que não pretendem elevar os juros neste ano. Os investidores provavelmente ficarão de olho em novas informações sobre a redução no balanço da instituição.

Também estão previstas eleições na Espanha, no domingo, dados preliminares sobre o crescimento da economia da zona do euro no primeiro trimestre, na terça-feira, e sobre a atividade industrial da China, na quinta-feira. No mesmo dia, o banco central da Inglaterra anuncia decisão sobre juros. Na sexta-feira, o mercado estará de olho nos números de inflação da zona do euro e nos dados sobre o mercado de trabalho dos Estados Unidos.

Com isso eu encerro o nosso boletim semanal. Boa semana, bons negócios.

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