Ouça o Agência CMA Podcast de 12 de abril

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Olá ouvinte do Agência CMA Podcast, eu sou Gustavo Nicoletta, editor-chefe da agência, e este é o resumo da semana.

O foco dos investidores continuou sobre a reforma da Previdência.

O dia mais relevante para a tramitação da proposta foi terça-feira, quando o deputado Marcelo Freitas leu seu parecer sobre a medida na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara, a CCJC.

Conforme esperado, Freitas aprovou a reforma sem fazer alterações ao texto. No entanto, em seu relatório, questionou a justiça de alguns dispositivos da proposta.

Até o momento, a reforma da Previdência está blindada na CCJC. O presidente da comissão, Felipe Francischini, bloqueou emendas ao parecer de Freitas ou que a votação da proposta seja dividida em várias partes – o que permitiria alterações ou o bloqueio de alguns trechos da legislação.

O mercado, porém, segue preocupado com a velocidade de tramitação da proposta no Congresso. O texto começou a ser debatido com atraso e o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, teria dito que a votação sobre a medida “atrasará um pouco mais que o necessário”.

Rumores de que alguns deputados da CCJC estariam trabalhando para boicotar a votação do parecer sobre a reforma na terça-feira também abalaram a confiança dos investidores.

A demora na votação é nociva porque empresas querem saber qual será o quadro fiscal do Brasil futuramente antes de injetar recursos na economia.

O discurso oficial, porém, ainda é otimista em relação aos prazos. Ontem, o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse acreditar que o Congresso aprovará a reforma da Previdência e que isso acontecerá no primeiro semestre deste ano.

No exterior, os índices de ações começaram a semana em tom negativo depois de o Fundo Monetário Internacional (FMI) reduzir as previsões para a economia mundial e após os Estados Unidos indicarem que podem aplicar tarifas de importação a produtos da União Europeia.

O clima melhorou na quarta-feira, quando o banco central norte-americano sinalizou novamente que os juros nos Estados Unidos devem ficar baixos, mas piorou de novo ontem por causa da cautela do mercado antes da temporada de divulgação de resultados corporativos.

Na próxima semana, no Brasil, as atenções estarão voltadas para a votação, na terça-feira, do parecer do deputado Marcelo Freitas sobre a reforma da Previdência na CCJC. Os partidos defensores da reforma são maioria na comissão, mas parte deles indicou anteriormente ser contra a aprovação da reforma na íntegra.

Além disso, na sexta-feira será feriado e o mercado de ações brasileiro permanecerá fechado.

No exterior, a agenda também está leve, com destaque para terça-feira, quando devem ser conhecidos por aqui os dados sobre o crescimento econômico da China no primeiro trimestre, e para quinta-feira, quando serão divulgados dados sobre a atividade econômica na Europa e nos Estados Unidos.

Com isso eu encerro o nosso boletim semanal. Boa semana, bons negócios.

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