Plano 2019-2023 prevê investimentos de US$ 84,1 bilhões

05/12/2018 10:58:47

Por: Leandro Tavares / Agência CMA

Petrobras

(Foto: Divulgação Petrobras)

São Paulo – O conselho de administração da Petrobras aprovou o plano estratégico 2040 e o plano de negócios e gestão 2019-2023. Segundo a estatal, o PNG tem foco a segurança, o planejamento financeiro e a busca pela rentabilidade dos negócios.

Em comunicado, a petrolífera explicou que a nova métrica de topo, que é a taxa de acidentados registráveis por milhão de homens-hora (TAR) ficará abaixo de 1,0 em 2019, enquanto a dívida líquida por ebitda ajustado de 1,5 vezes em 2020. O investimento no período deve somar US$ 84,1 bilhões. Já o retorno sobre o capital empregado é estimado acima de 11% em 2020.

Do total a ser investimento pela Petrobras no período, a maior parte será na área de Exploração e Produção (E&P), com US$ 68,8 bilhões, seguido por Refino, transporte e comercialização de US$ 8,2 bilhões, US$ 5 bilhões em Gás e Energia, US$ 300 milhões em Petroquímica e US$ 400 milhões em energia eólica, solar e biocombustíveis.

A estatal disse que para o PNG foram levadas em consideração as seguintes premissas: preço do Brent de US$ 66 em 2019, de US$ 67 em 2020, de US$ 72 em 2021, de US$ 75 em 2022 e de US$ 75 em 2023. Para o câmbio, é previsto uma taxa média de R$ 3,6 para 2019 e 2020, de R$ 3,7 para 2021 e 2022 e de R$ 3,8 para 2023.

Em relação a produção, o crescimento de óleo será de 10% no Brasil em 2019 e de 7% no total, em virtude da entrada em operação de cinco novos sistemas em 2018 e mais três no ano que vem. Ao longo do PNG, está prevista a entrada em operação de 13 novos sistemas. Para o período entre 2020 e 2023, a
produção total de óleo e gás natural terá um crescimento médio de 5% ao ano.

A Petrobras ressaltou também que a contínua eficiência de custos e o custo de extração no pré-sal inferior a US$ 7/boe conduzirão o custo de extração médio para níveis inferiores a US$ 10/boe a partir de 2020.

O PNG 2019-2023 prevê o reposicionamento em refino, por meio de parcerias nos clusters Nordeste e Sul, que representam 40% da capacidade de refino instalada no Brasil, que vai permitir a Petrobras o compartilhamento dos riscos do negócio e o estabelecimento de um setor mais dinâmico, competitivo e eficiente, gerando liquidez para a companhia.

Em a financiabilidade de seus negócios, a estatal afirmou que a disciplina de custos, redução da dívida e compromisso com a rentabilidade, permitirá uma geração de fluxo de caixa livre robusta durante o PNG. Sobre os desinvestimentos, o potencial de entrada de caixa no período é de US$ 26,9 bilhões.

Segundo a petrolífera, sssas iniciativas, associadas a uma geração operacional de caixa estimada em US$ 114,2 bilhões, após dividendos, impostos e contingências, permitirão realizar seus investimentos e reduzir seu endividamento, sem necessidade de novas captações líquidas no horizonte do Plano.

Por fim, a Petrobras disse que continuará buscando uma ótima estrutura de capital, com alavancagem (endividamento líquido + patrimônio líquido) em torno de 25% e que a política de dividendos e uma eventual alteração na distribuição levará em conta a redução de indicadores de endividamento e novas oportunidades de investimento.

Sobre o Plano Estratégico 2040, a petrolífera afirmou que ele traz uma nova visão de empresa integrada de energia, alinhada com as necessidades e a evolução dos hábitos da sociedade, que buscará cada vez mais diversificação nas fontes e usos da energia.

No período, o foco em óleo e gás, presente na visão do plano anterior e ainda importante para os próximos anos, dará mais espaço para outras fontes de energia, no horizonte até 2040.

A companhia ressaltou que o foco será em maximizar o valor por meio da gestão ativa do portfólio de E&P, otimizar a posição no segmento de gás natural e energia no Brasil, maximizar o valor da Petrobras por meio de uma gestão ativa do portfólio de refino, logística, comercialização e petroquímica integrados às atividades de produção de óleo e gás nacionais, além de atuar em negócios de renováveis.

 

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