PIB supera expectativa e cresce 3,2% no primeiro trimestre

São Paulo, 26 de abril de 2019 – O Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos cresceu 3,2% no primeiro trimestre de 2019 em relação ao trimestre imediatamente anterior em termos anualizados, de acordo com a leitura preliminar divulgada pelo Departamento do Comércio do país.

O dado veio acima das previsões dos analistas, que esperavam alta de 2,5%. O indicador mostra que o crescimento econômico acelerou em relação ao quarto trimestre do ano passado, quando o PIB norte-americano cresceu 2,2% em base anualizada.

A alta do PIB no primeiro trimestre reflete contribuições positivas do índice de preços para os gastos pessoais (PCE, na sigla em inglês), investimento privados em estoques, exportações, gastos do governo estadual e municipal e investimentos fixos não-residenciais. As importações, que são subtraídas do cálculo do PIB, diminuíram. Essas contribuições foram parcialmente compensadas pela queda no investimento residencial.

A aceleração do crescimento do PIB no primeiro trimestre refletiu uma retomada nos gastos do governo estadual e municipal, aceleração nos investimentos privados em estoques e nas exportações, além de uma pequena queda nos investimentos residenciais. Esses movimentos foram parcialmente compensados pela desaceleração no PCE e investimentos fixos não-residenciais, e uma desaceleração nos gastos do governo federal. Importações, que são subtraídas do cálculo do PIB, tiveram queda.

Os gastos pessoais com consumo tiveram alta de 1,2% no primeiro trimestre em base anualizada, desacelerando após o aumento de 2,5% no quarto trimestre. Os investimentos ganharam força, passando de 3,7% para 5,1%, enquanto o total de gastos públicos cresceu 2,4%, após queda de 0,4% no quarto trimestre.

O índice de preços dos gastos com consumo (PCE), usado pelo banco central norte-americano como referência para inflação, subiu 0,6% no primeiro trimestre em base anualizada, após alta de 1,5% no quarto trimestre. O núcleo do PCE, que exclui do cálculo preços de alimentos e energia, teve alta de 1,3%, após aumento de 1,8% nos três meses anteriores.

Carolina Pulice / Agência CMA

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