PGR denuncia Geddel e seu irmão por lavagem e associação criminosa

05/12/2017 12:00:39

Por: Allan Ravagnani

São Paulo – Os irmãos Geddel Vieira Lima e Lúcio Vieira Lima – ambos do PMDB – foram denunciados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) pelos crimes de lavagem de dinheiro e associação criminosa, decorrente das investigações sobre os R$ 51 milhões encontrados em um apartamento em Salvador.

A mãe dos políticos, Marluce Vieira Lima, os ex-secretários parlamentares Job Ribeiro Brandão e Gustavo Pedreira do Couto Ferraz e o empresário Luiz Fernando Machado da Costa Filho, também foram denunciados. Para os investigadores, não há dúvidas de que o dinheiro encontrado no imóvel é resultado de crimes de corrupção passiva e peculato.

A procuradora-geral, Raquel Dodge, pediu ainda a instauração de novo inquérito para apurar se a família Vieira Lima se apropriou de dinheiro pago pela Câmara dos Deputados a secretários parlamentares vinculados ao gabinete de Lúcio Vieira Lima, além de saber se os secretários exerciam, de fato, funções públicas ou se trabalhavam exclusivamente para a família e prestavam serviço a seus negócios particulares.

Na chamada cota da denúncia, foi solicitada a prisão domiciliar de Marluce Vieira Lima e o recolhimento noturno e nos dias de folga do deputado Lúcio Vieira Lima. Segundo a denúncia, ambos continuam a praticar crime de peculato, a manipular provas e a obstruir a investigação criminal. Outro pedido foi à indisponibilidade de sete empreendimentos imobiliários adquiridos para viabilizar a lavagem de dinheiro.

A denúncia enviada ao Supremo Tribunal Federal (STF) mostra que 2010 até 5 de setembro deste ano, a família Vieira Lima cometeu crimes de ocultação da origem, localização, disposição, movimentação e propriedade das cifras milionárias em dinheiro vivo.

As investigações apontam que até janeiro do ano passado, o dinheiro ficou escondido em um closet na casa de Marluce Vieira Lima. Após essa data, o montante de R$ 42 milhões e cerca de U$ 2,5 milhões foram transferidos em malas e caixas para um apartamento no bairro da Graça, em Salvador, onde ocorreu a apreensão pela Polícia Federal, na Operação Tesouro Perdido.

Edição: Leandro Tavares (leandro.tavares@cma.com.br)

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