Pelo Twitter, Bolsonaro confirma Tereza Cristina como ministra da Agricultura

07/11/2018 18:49:19

Por: Eduardo Puccioni e Gustavo Nicoletta / Agência CMA

A deputada federal Tereza Cristina (DEM-MS). (Foto: Michel Jesus/Câmara dos Deputados)

São Paulo – O presidente eleito Jair Bolsonaro usou sua conta no Twitter para informar que indicou a deputada federal Tereza Cristina (DEM-MS) para ser ministra da Agricultura em seu governo a partir de 1 de janeiro de 2019.

“Informo a todos a indicação da senhora Tereza Cristina da Costa Dias, Presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, ao posto de Ministra da Agricultura”, limitou-se a dizer Bolsonaro.

Tereza Cristina é engenheira agrônoma e empresária. A deputada federal, que atualmente preside a Frente Parlamentar da Agropecuária, era filiada anteriormente ao PSB e recentemente defendeu projetos para facilitar o pagamento de dívidas de produtores rurais com a União.

Cristina também tem um posicionamento historicamente favorável aos produtores rurais em situações de conflito com indígenas. Em 2016, comentando sobre um confronto em Caarapó (MS), ela disse que “quem fala da realidade de Mato Grosso do Sul como se fosse um ‘conflito do bem contra o mal’, do ‘inescrupuloso fazendeiro’ contra o ‘bom selvagem’, está desatento pela ingenuidade ou é movido por interesses escusos.”

Ela acusou os indígenas de buscarem “a ampliação de suas reservas ou a demarcação de novas áreas mediante a invasão de propriedades, com uso, inclusive, de armas de fogo e táticas de guerrilha”.

“Essa violência é praticada com o apoio financeiro de ONGs internacionais e da própria Funai, inclusive com recursos vindos do exterior. Alguns entes do Estado buscam legitimar essas invasões violentas, as chamadas ‘retomadas’.

Assim, propaga-se a ideia de que aquelas terras são de ocupação tradicional indígena e que, portanto, seria legítimo ocupá-las mediante o uso da força.”

A deputada defendeu à época que os conflitos entre produtores rurais e indígenas a respeito de terras fossem resolvidos de acordo com o ordenamento jurídico, com a demarcação das terras indígenas e indenização para os produtores que fossem afetados pela desapropriação.

Cristina também se mostrou favorável à concessão de títulos definitivos de posse para assentamentos no Mato Grosso do Sul, em 2016. “O governo anterior, que era o governo dos mais pobres, deixou essa população sem o título da terra – e eles estão nos assentamentos há mais de 10 anos, alguns estão há 20 anos”, disse ela na ocasião.

A deputada também se mostrou favorável à adoção do limite para os gastos do governo federal, argumentando à época que todos deveriam perceber “a gravidade do momento e a necessidade de medidas amargas, para que haja um freio de arrumação na economia brasileira”.

Tereza Cristina também foi a favor do acolhimento de denúncias contra o presidente em exercício, Michel Temer, e do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.

Ela também se posicionou contrariamente à importação de leite em pó do Uruguai, afirmando em discurso na Câmara dos Deputados, atribuindo ao comércio do produto a responsabilidade por problemas relacionados ao setor de laticínios em setembro de 2017.

 

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