Ouça o Agência CMA Podcast de 9 de agosto

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Olá ouvinte do Agência CMA Podcast. Eu sou Gustavo Nicoletta, editor-chefe da agência, e este é o resumo da semana.

Mais uma vez, o mercado teve de se dividir entre o otimismo com as notícias locais e a cautela com eventos ocorridos no exterior. Até ontem, porém, prevaleceu o otimismo – com o Ibovespa acumulando alta de 1,40% desde a última sexta-feira, e o dólar abaixo do pico de quase quatro reais atingido na quarta-feira.

Ao longo de toda a semana, os negócios no mercado brasileiro foram permeados por receios com um agravamento na tensão entre Estados Unidos e China.

Primeiro porque o presidente norte-americano, Donald Trump, ameaçou aplicar mais tarifas de importação aos produtos chineses. Pequim respondeu com a suspensão da compra de produtos agrícolas dos Estados Unidos.

Depois, a Casa Branca classificou a China como um país que manipula a taxa de câmbio para manter a própria moeda, o iuane, subvalorizada.

Soma-se à montanha-russa da guerra comercial entre os dois países a preocupação com a perda de fôlego da economia mundial – algo agravado pelo fato de vários bancos centrais em todo o mundo terem visto a necessidade de oferecer estímulos monetários ao crescimento.

No Brasil, porém, os investidores tiveram notícias para comemorar. A reforma da Previdência foi aprovada pela Câmara dos Deputados no segundo turno de votação. O texto agora vai ao Senado.

Da forma como está, a reforma geraria uma economia de aproximadamente R$ 900 bilhões em dez anos, pelas contas do governo, o que abriria espaço para a introdução de um regime previdenciário de capitalização – em que cada trabalhador poupa para a própria aposentadoria.

Na próxima semana, no Brasil, a agenda de indicadores econômicos está esvaziada. O dado mais relevante previsto é o índice de atividade econômica do Banco Central, o IBC-Br, que deve ser divulgado na segunda-feira.

Na Câmara dos Deputados, a expectativa é de que comece a avançar com mais rapidez o debate a respeito da reforma tributária.

No Senado, deve chamar atenção a reforma da Previdência – que começa a tramitar na Comissão de Constituição e Justiça.

Ainda em âmbito político, existe a possibilidade de o governo anunciar mais um conjunto de reformas.

Membros da equipe econômica disseram recentemente que o ministro Paulo Guedes deve apresentar um pacote de nove medidas, e que isso pode acontecer na próxima semana.

A próxima semana também marca os últimos dias da temporada de balanços do segundo trimestre, com destaque para a publicação dos resultados da JBS, na quarta-feira, após o fechamento do mercado.

No exterior, os dados sobre a inflação nos Estados Unidos, previstos para terça-feira, estarão no centro das atenções. Se vierem mais fracos ou perto da expectativa do mercado, podem reforçar a postura do banco central do país, o Federal Reserve, em relação aos juros norte-americanos.

Na quarta-feira, estão previstos dados sobre o Produto Interno Bruto da Alemanha e da zona do euro e sobre a inflação do Reino Unido.

Na quinta-feira, os bancos centrais da Noruega e do México anunciarão decisão de política monetária e indicarão se vão entrar na onda de estímulo monetário que está varrendo outros países.

A taxa de juros mexicana aumentou em dezembro do ano passado para 8,25% ao ano e desde então segue inalterada, enquanto a da Noruega já aumentou duas vezes este ano e está em 1,25%.

Atenção também aos desdobramentos políticos, na Itália, onde Matteo Salvini, líder de um dos partidos que compõem o atual governo, começou a pedir novas eleições, citando diferenças irreconciliáveis entre os membros da coalizão.

Com isso eu encerro o nosso boletim semanal. Boa semana, bons negócios.

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