Ouça o Agência CMA Podcast de 5 de julho

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Olá ouvinte do Agência CMA Podcast. Eu sou Gustavo Nicoletta, editor-chefe da agência, e este é o resumo da semana.

O Ibovespa fechou o pregão de ontem em nível recorde, de 103.636 pontos, após a comissão especial da Câmara dos Deputados aprovar a reforma da Previdência.

O assunto agora vai para o plenário da Casa, onde já teria votos para ser aprovado e enviado ao Senado, segundo o presidente da Câmara, Rodrigo Maia. A votação, ainda de acordo com Maia, deve ocorrer antes do recesso parlamentar, que começa dia 18.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, havia dito que a reforma precisaria economizar 1 trilhão de reais ao longo de uma década para que fosse possível lançar o regime de capitalização.

A versão aprovada na quinta-feira economiza um pouco menos do que isso, e pode sofrer desidratação adicional no plenário, principalmente porque o presidente Jair Bolsonaro tenta incluir no texto regras menos duras para as aposentadorias de policiais.

A reforma da Previdência é considerada pelo governo um pré-requisito para a introdução de outras medidas capazes de restaurar a economia – entre elas a reforma tributária e qualquer liberação de recursos federais a estados e municípios.

O clima positivo no mercado doméstico é reforçado no exterior pela perspectiva de que os juros nas principais economias mundiais devem cair nos próximos meses, bem como pela sinalização de que Estados Unidos e China continuarão as negociações de um acordo comercial.

No entanto, os investidores continuam exercendo um pouco de cautela por causa dos desentendimentos entre Irã e Estados Unidos, e da escalada na tensão entre os dois países.

Na próxima semana, no Brasil, o evento mais relevante será o início das discussões sobre a reforma da Previdência no plenário da Câmara dos Deputados, na terça-feira. No mesmo dia, será feriado em São Paulo e os mercados financeiros estarão fechados.

Entre os indicadores, na quarta-feira será divulgada a inflação de junho, e na quinta-feira os números sobre as vendas no varejo de maio. Na sexta-feira, são esperados os dados a respeito do desempenho do setor de serviços em maio.

No exterior, os investidores terão várias oportunidades para ouvir as opiniões das autoridades do banco central dos Estados Unidos, o Federal Reserve, a respeito da política monetária do país.

O presidente da instituição, Jerome Powell, discursará na terça-feira e falará ao Congresso dos Estados Unidos na quarta e na quinta-feira. Os comentários dele devem ajudar a calibrar a expectativa do mercado a respeito de qual será o nível de corte de juros a ser anunciado pelo Fed em 31 de julho.

Na terça-feira, também devem falar outros dois membros com direito a voto no comitê de política monetária do Federal Reserve: Randal Quarles e James Bullard.

Na quarta-feira, o banco central dos Estados Unidos divulgará a ata da reunião de política monetária mais recente, ocorrida entre os dias 18 e 19 de junho, e na quinta-feira o governo do país divulga os dados sobre a inflação de junho.

O mercado também deve acompanhar a contagem regressiva para que o Irã supere o limite de estocagem de material nuclear que está previsto no acordo assinado entre o país e a Europa. A expectativa é de que esse teto seja rompido no domingo.

Vale acompanhar também a retomada das reuniões presenciais para a negociação de um acordo comercial entre a China e os Estados Unidos. Desde a trégua anunciada pelos dois países na reunião de cúpula do G-20, no final de semana passado, as reuniões vinham ocorrendo por telefone.

Com isso eu encerro o nosso boletim semanal. Boa semana, bons negócios.