Ouça o Agência CMA Podcast de 31 de maio

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Olá ouvinte do Agência CMA Podcast, eu sou Gustavo Nicoletta, editor-chefe da agência, e este é o resumo da semana.

O governo saiu fortalecido das manifestações de 26 de maio. Nas ruas, as pessoas defenderam as reformas econômicas e atacaram o Supremo Tribunal Federal, o Senado, a Câmara, e os presidentes dessas três instituições.

O principal alvo dos manifestantes foi o chamado “centrão” – bloco informal e majoritário no Congresso – e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), considerados inimigos das reformas.

A manifestação deu ao presidente Jair Bolsonaro confiança suficiente para reconhecer em entrevista que também tinha culpa pela falta de diálogo com as outras alas do poder.

Também permitiu que o presidente convocasse os chefes do Congresso e do STF, acuados pelos protestos, para discutir um pacto pelas reformas.

Não por acaso, o clima em Brasília melhorou. O Senado aprovou sem grandes dificuldades a medida provisória dos ministérios. Maia evitou inflamar uma discussão entre ele e Bolsonaro sobre quem tinha a caneta mais poderosa do Brasil, e se comprometeu a colocar a reforma da Previdência em votação antes do recesso parlamentar, em julho.

Tudo isso ajudou a renovar a confiança dos investidores na melhora da economia – apesar da contração observada no primeiro trimestre – e a descolar o mercado brasileiro do exterior, onde prevalece a cautela com a guerra comercial e com os sinais de enfraquecimento na atividade.

Na semana que vem, no Brasil, as notícias políticas devem ficar no foco. Na segunda-feira o Senado vota a MP 871, que prevê medidas para combater fraudes no INSS.

A data da votação é importante porque corresponde ao último dia de vigência da medida provisória. A MP interessa ao governo porque nas contas do Planalto pode economizar até R$ 10 bilhões num período de um ano.

Também pode ser que o deputado Samuel Moreira, relator da reforma da Previdência na comissão especial da Câmara, acate a sugestão de Maia e apresente uma versão preliminar de seu parecer sobre o assunto.

Na quarta-feira, o STF deve concluir o julgamento que determinará se é preciso haver leis específicas para empresas estatais ou suas subsidiárias serem privatizadas.

A decisão é particularmente importante para a Petrobras, que tem sido alvo de ações judiciais que bloqueiam suas vendas de ativos.

Entre os indicadores, estão previstos dados sobre a produção industrial de abril, na terça-feira, e a inflação de maio, na sexta-feira.

No exterior, os investidores estarão atentos aos indicadores sobre a atividade econômica que serão divulgados na segunda-feira. O mercado se posicionou para resultados fracos, dada a perspectiva de que o crescimento global está caminhando para uma desaceleração.

Na terça-feira, o presidente do banco central dos Estados Unidos, Jerome Powell, discursará pela manhã sobre política monetária.

Vale destacar também, na terça-feira, a divulgação de dados sobre a inflação na zona do euro e, na quinta-feira, a decisão de política monetária do Banco Central Europeu, o BCE.

A instituição deve anunciar os detalhes da terceira rodada de um programa de incentivos a empréstimos – o chamado TLTRO 3. A lógica é que quanto mais os bancos emprestarem, mais poderão tomar financiamento barato no BCE.

O programa deve ser lançado em setembro e tem como objetivo evitar um aperto nas condições de crédito da zona do euro num contexto de fraqueza econômica em que o BCE tenta manter a inflação perto da meta de aproximadamente 2% ao ano.

Na sexta-feira, serão publicados os dados sobre o mercado de trabalho dos Estados Unidos e está prevista também a renúncia da primeira-ministra britânica, Theresa May.

Com isso eu encerro o nosso boletim semanal. Boa semana, bons negócios.

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