Oposição perdeu eleição porque roubou país, diz Bolsonaro

Por Gustavo Nicoletta

O presidente da República, Jair Bolsonaro, durante encontro com lideranças empresariais, na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).(Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)

São Paulo – O presidente Jair Bolsonaro, que está no Japão para participar da reunião de cúpula do G-20 (grupo que reúne economias mais industrializadas e países emergentes), atacou os partidos de oposição em sua conta no Twitter.

“A oposição tenta a todo custo emplacar a tese de que só perdeu as eleições por conta de supostas fake news, como se a população brasileira fosse idiota e eles tivessem muita credibilidade”, disse o presidente, em referência a uma denúncia feita pelo jornal “Folha de S.Paulo” de que empresários teriam bancado o envio material negativo sobre seus opositores via WhatsApp sem que isso fosse declarado no financiamento da campanha.

“Deveriam se conformar. Perderam porque roubaram, quebraram o país e o entregaram ao desemprego e à violência generalizada; porque estavam transformando o Brasil em uma Venezuela; porque defendem aborto, desencarceramento, controle da internet e da mídia e outros absurdos”, afirmou.

“Perderam porque colocaram um preso condenado por corrupção em suas campanhas, e o povo brasileiro não gosta de bandido. Nós vencemos e estamos consertando todos esses erros!”, disse Bolsonaro, em referência ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores (PT).

As declarações do presidente foram feitas horas depois de uma pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e do Ibope mostrar que o índice de aprovação do governo Bolsonaro caiu em junho de 35% para 32%, e que 51% dos entrevistados não confiam no presidente – índice maior que a de 45% observada na edição anterior do levantamento, feita em abril.

Também ontem, a Polícia Federal lançou uma operação que prendeu assessores do ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, por suspeita de desvio de dinheiro público em campanhas de candidatas do PSL – o partido de Bolsonaro – em Minas Gerais. O ministro também é suspeito de ter participado do suposto esquema.

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