Nova CPMF não tem apoio do presidente nem o meu, diz Maia

Por Gustavo Nicoletta

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, coordena reunião de líderes partidários. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

São Paulo – A unificação das propostas de reforma tributária que estão sendo discutidas na Câmara dos Deputados e no Senado com o projeto que vem sendo gestado pela equipe econômica do Planalto será fácil, porque, à parte a reintrodução da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), as ideias são iguais, disse o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

“O governo federal quer fazer unificação dos impostos federais. O presidente do Brasil, que assina a PEC, também é contra a CPMF, como eu sou. A proposta é igual. A parte [da reforma tributária] que uma parte da equipe econômica defende não tem o apoio do presidente do Brasil”, afirmou Maia ontem em entrevista ao programa de entrevistas “Roda Viva”.

A informação de que o governo estuda criar um imposto novo e semelhante à CPMF vem circulando há meses. Em maio, o secretário da Receita Federal, Marcos Cintra, disse que o Planalto estudava instituir um imposto sobre pagamentos e, com isso, eliminar a contribuição previdenciária das empresas sobre a folha de salários.

Na semana passada, Cintra repetiu esta promessa. “A base folha de salários é extremamente frágil como mecanismo de financiamento do sistema previdenciário”, disse ele em evento do BTG Pactual em São Paulo, ao justificar a opção do governo por um imposto sobre pagamentos.

Dias depois, o presidente Jair Bolsonaro negou a intenção de criar o imposto – semelhante à CPMF, que incidia sobre movimentações financeiras.

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