Mueller discursa e não isenta Trump de obstrução

Por Carolina Pulice

Procurador-especial, Robert Mueller. Foto: Pete Souza

O procurador especial dos Estados Unidos, Robert Mueller, afirmou que o relatório sobre a investigação da interferência russa nas eleições do país não mostraram indícios suficientes sobre a obstrução do governo de Donald Trump, mas também não o isentaram destas ações.

“Se tivéssemos certeza que o presidente não cometeu um crime, nós teríamos dito. Ao longo do segundo volume do relatório, dizemos que o presidente não pode ser acusado de crime enquanto estiver em seu mandato. Isto é inconstitucional”, disse em discurso nesta manhã.

Ele disse ainda que o relatório é seu testemunho, e por isso não fará mais comentários sobre o processo. “Escolhemos as palavras cuidadosamente. O relatório é o meu testemunho, e já é publico, e por isso não vou testemunhar no Congresso nada além do que está no relatório”, afirmou.

Segundo ele, a investigação foi baseada em evidências e no critério de justiça, e foi possível concluir que houve uma série de interferências dos russos nas eleições do país, em 2016.

“Eles [os russos] usaram técnicas cibernéticas sofisticadas para roubar informação privada e espalhar informação falsa. Eles foram desenhados para prejudicar nossa eleição”, disse. “Ao mesmo tempo, a entidade russa engajou uma operação de rede social para influenciar a eleição”.

Mueller afirmou que vai deixar o Departamento de Justiça, e que vai voltar à vida privada.

A investigação sobre a interferência russa – que durou dois anos e foi concluída neste ano, com um relatório de quase 450 páginas – era usada como um argumento para os democratas iniciarem o processo de impeachment contra o presidente Trump.

Poucos minutos depois, o presidente norte-americano foi ao Twitter para voltar a afirmar que o relatório sobre a investigação da interferência russa nas eleições do país em 2016 não mostravam evidências suficientes sobre uma possível obstrução de seu governo.

“Nada muda do relatório do [conselheiro especial, Robert] Mueller. Não houve evidências suficientes e, portanto, no nosso país a pessoas é inocente. O caso está fechado. Obrigado”, disse pelo Twitter.

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