Moody’s alerta credores sem garantia da Eletrobras

O presidente da Eletrobras, Wilson Ferreira Júnior. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

São Paulo – A agência de classificação de risco Moody’s disse que a evolução da estrutura da dívida da Eletrobras é negativa para os credores não garantidos, uma vez que os coloca em um cenário de dificuldades, com uma posição menos favorável na prioridade dos sinistros sobre os ativos da empresa e fluxos de caixa para recuperação das dívidas.

Em fevereiro, a estatal elétrica avisou os detentores de suas notas seniores de garantia de 2019 e 2021 para consentimento sobre a alteração nos termos e condições das notas. As alterações incluem a alteração de provisões de depósitos negativo para permitir a assunção de cerca de R$ 13,5 bilhões em dívida garantida com a Petrobras.

“Após a conclusão da transação, estimamos que a proporção da dívida garantida no nível da holding aumentará de 19% para 47% em dezembro de 2017”, diz o relatório. Segundo a agência, está parcialmente mitigando esse risco os ativos regulatórios relacionados aos direitos que permanecerão com a Eletrobras.

Essa proposta pela empresa é necessária para facilitar a venda da Amazonas, como parte dos processos de leilão das distribuidoras. A Eletrobras assumirá até R$ 14,4 bilhões de suas obrigações de fornecimento de combustível e gás com a Petrobras e a Cigás.

Esses passivos já são garantidos pela Eletrobras e lastreados por R$ 8,5 bilhões de créditos com fundos do setor, como Conta de Consumo de Combustíveis (CCC) e a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE). Dado que os direitos a esses fundos ainda estão sob revisão do órgão regulador da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a Petrobras solicitou R$ 13,5 bilhões em garantias adicionais a serem dadas em relação à dívida atribuída em novembro de 2018.

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