Montezano detalha metas para gestão do BNDES

Por Priscilla Oliveira

Brasília – O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Gustavo Montezano, detalhou as cinco metas que irá perseguir durante o primeiro semestre da sua gestão no banco. As metas são, explicar a caixa preta, acelerar a venda de participações acionárias especulativas do banco, devolver R$ 126 bilhões ao Tesouro Nacional, fazer um plano tri-anual para estabelecer um orçamento claro e redirecionar as metas e se tornar um banco de assessoramento.

Para caixa preta, o presidente explicou que essa é a sua primeira meta e que nos próximos dois meses irá estar focado em avaliar quais são os quesitos que devem ser explicados e colocados de forma mais transparente. Segundo ele, hoje o banco vive um momento em que sua imagem é questionada e isso dificulta atingir as metas.

“Um banco vive de credibilidade, de imagem. Hoje a imagem do BNDES é questionada, criticada e isso faz com que a atuação fique abalada por isso. A primeira coisa a se fazer é o dever de casa, entender o que tem de informação para poder criar uma visão sobre os eventos e fatos e aí se posicionar com intuito de tirar a nuvem cinza que atrapalha a visão de que o banco está aqui para ajudar o Brasil”, afirmou Montezano.

A segunda meta é acelerar a venda das participações acionárias especulativas do banco. Segundo Montezano, essas participações somam cerca de R$ 110 bilhões, divididas em empresas importantes como a Petrobrás, a Vale, JBS e Eletrobrás.

“Deixar esse recurso como sendo apenas especulativo não é o melhor uso do dinheiro. E preciso investir em outros investimentos que terão um retorno para a sociedade. Ainda não sei quanto será retirado das participações, mas a ideia é acelerar”.

A terceira meta do BNDES é a devolução de R$ 126 bilhões ao Tesouro Nacional. O BNDES tem uma dívida de cerca de R$ 500 bilhões com o Tesouro Nacional. De 2015 a 2018, o banco devolveu ao governo R$ 309 bilhões.

Segundo Montezano, a devolução não irá impactar em possíveis empréstimos que o banco tenha que fazer para fomentar as privatizações e concessões que o governo pretende fazer. “Para as privatizações não é necessário fazer empréstimos do BNDES. Hoje, esse setor é suprido pelos bancos privados.  Já para as concessões, que são investimentos de mais longo prazo de saneamento e infraestrutura, por exemplo, eventualmente pode ser necessário, mas acredito que o banco tem dinheiro suficiente para isso”.

Por fim, as duas últimas metas do novo presidente são fazer um plano tri-anual com orçamento e metas claras para ser cumprido até o fim do mandato e transformar o banco em um banco de assessoramento, onde o principal objetivo será prestar consultorias ajudando no desenvolvimento de negócios propostos por clientes como governadores e prefeituras.

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