Meta da Vale é reduzir dívida para US$ 10 bi no menor prazo possível

06/12/2017 17:41:32

Por: Danielle Fonseca / Agência CMA

São Paulo – A Vale deve reduzir a sua dívida líquida para US$ 10 bilhões no menor prazo possível, disse o diretor-presidente da mineradora, Fabio Schvartsman, durante apresentação no Vale Day, em Nova York. Schvartsman voltou a afirmar que uma companhia dependente de commodities não deve ter uma dívida elevada e que a intenção é que a Vale seja menos dependente de minério de ferro, porém, destacou que a diversificação ocorrerá com os ativos que a empresa já possui.

Sobre a produção de minério de ferro, afirmou que a companhia está se comprometendo a não colocar excesso de produção no mercado e não ultrapassar uma produção de 400 milhões de toneladas por ano mesmo que tenha capacidade para mais.

A previsão da Vale é que a produção de minério encerre este ano em 365 milhões de toneladas e salte para 390 milhões de toneladas no ano que vem. Já em 2019, a produção deve atingir os 400 milhões de toneladas e se manter neste patamar até 2022.

Parte dessa produção deve vir da mina S11D, em Carajás (PA), onde o ramp-up deve evoluir para uma produção de 50 a 55 milhões de toneladas de minério no ano que vem. Já em 2019, a previsão é que a produção na mina fique numa faixa de 70 a 80 milhões de toneladas, atingindo 90 milhões de toneladas em 2020.

A Vale ainda deve aumentar a produção de pelotas nos próximos anos, com a volta de operações de plantas que estavam paralisadas, como as de São Luis e Tubarão I e II. A estimativa é de uma produção de 50 milhões de toneladas de pelotas este ano, saltando para 55 milhões em 2018 e para 60 milhões em 2019 e 2020. Já em 2021 e 2022, a produção de pelotas ficará em 65 milhões de toneladas.

Edição: Eduardo Puccioni (e.puccioni@cma.com.br)

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