Mercado reduz previsão para Selic em 2019 e 2020

Por Flávya Pereira

Banco Central
Edifício-sede do Banco Central em Brasília. (Foto: Divulgação/BC)

São Paulo – O mercado financeiro reduziu a previsão para a taxa básica de juros, a Selic, ao fim deste ano em 0,25 ponto porcentual (pp), para 5,50%, de acordo com o relatório semanal Focus, divulgado pelo Banco Central. Isso significa que os investidores preveem redução de até 1 pp na Selic até o final do ano, visto que a taxa no momento está em 6,50%.

A previsão para a taxa básica de juros ao fim de 2020 também caiu, em 0,50 pp, para 6,00%. Há quatro semanas, a estimativa era de 7,25%.

Para 2021 e 2022, a estimativa de 7,50% foi mantida, repetindo esse patamar pela terceira vez e pela sexta semana, respectivamente.

A redução na previsão da Selic para este ano e o próximo ocorre após o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central ter indicado em 19 de junho que pode haver um corte de juros no futuro caso sejam observados avanços concretos nas reformas e ajustes esperados para a economia.

Na ocasião, o grupo disse que “a percepção de continuidade da agenda de reformas afeta as expectativas e projeções macroeconômicas correntes. Em particular, o Comitê julga que avanços concretos nessa agenda são fundamentais para consolidação do cenário benigno para a inflação prospectiva”, acrescentou.

Além disso, na ata da reunião, publicada na semana passada, o Copom mencionou que os bancos centrais das principais economias sinalizaram, com clareza, disposição para provisão de estímulos monetários adicionais.

Por último, na quinta-feira passada o relatório de inflação do BC mostrou que no quatro cenários traçados para a inflação, a taxa deve acumular alta anual de 3,6% no quarto trimestre deste ano, ficando abaixo da meta de 4,25% estabelecida para 2019. Na estimativa anterior, divulgada em março, o BC esperava uma inflação levemente maior, de 3,9% a 4,1%, a depender do cenário.

A previsão para a inflação nos próximos anos também diminuiu em relação ao que havia sido divulgado anteriormente pelo BC. Segundo o relatório trimestral de inflação de junho, a projeção para o final de 2020 caiu do intervalo de 3,8% a 4,0% para a faixa de 3,7% a 3,9%, enquanto para o final de 2021 a estimativa passou da faixa de 3,8% a 4,3% para 3,8% a 4,0%, a depender do cenário.

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