Mercado reduz previsão para PIB em 2019 pela 15ª vez seguida, diz BC

Por: Flávya Pereira e Olívia Bulla

São Paulo – Os economistas ouvidos pelo Banco Central reduziram a estimativa para o crescimento da economia brasileira em 2019 pela décima quinta vez seguida, caindo de 1,13% para 1,00%, de 1,45% há quatro semanas. A projeção consta no relatório de mercado Focus.

Ainda segundo o documento, para 2020, a previsão para o Produto Interno nBruto (PIB) interrompeu a estabilidade após seis semanas e foi revisada para baixo, de 2,50% para 2,23%. Para 2021 e 2022, a projeção segue em 2,50% há 117 semanas e 59 semanas, respectivamente.

Em relação à inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a previsão para 2019 caiu pela segunda vez seguida, de 4,03% para 3,89%, de 4,04% há quatro semanas.

Considerando-se os próximos anos, as estimativas trazidas no Focus para o IPCA seguiram em 4,00% para 2020, ficando nesse nível há 101 semanas, e em 3,75% para 2021 e 2022, cada, pela vigésima sexta e quadragésima sexta vez, respectivamente.

Já a estimativa do mercado financeiro para a taxa de câmbio ficou estável no horizonte relevante, segundo o relatório Focus do BC. Para 2019 e 2020, a previsão seguiu em R$ 3,80, cada, pela terceira e quinta vez seguida respectivamente.

Para 2021, a previsão do mercado financeiro para a taxa de câmbio também seguiu inalterada, em R$ 3,85, pela terceira semana consecutiva, enquanto para 2022, a previsão para a cotação do dólar em relação ao real ficou em R$ 3,90 pela sétima semana consecutiva.

Diante desse cenário comportado para a inflação e o dólar, o mercado financeiro ajustou as estimativas para a taxa básica de juros. Para 2019, porém, os economistas mantiveram a previsão de Selic estável no nível atual de 6,50%, segundo o relatório de mercado Focus.

Já para o ano que vem, os economistas consultados pelo BC preveem Selic em 7,00%, de 7,25% na semana passada, e de 7,50% há quatro semanas. As estimativas para 2021 também foi revisada para baixo, saindo de 8,00% após 100 semanas, para 7,50%. Por fim, para 2022, a previsão foi mantida pela terceira semana seguida, em 7,50%.