Mercado reduz previsão para PIB em 2019 pela 14ª vez

Por: Olívia Bulla e Flávya Pereira

São Paulo – Os economistas ouvidos pelo Banco Central reduziram a estimativa para o crescimento da economia brasileira em 2019 pela décima quarta vez seguida, caindo de 1,23% para 1,13%, de 1,49% há quatro semanas. A projeção consta no relatório de mercado Focus.

Ainda segundo o documento, para os próximos anos, a previsão para o Produto Interno Bruto (PIB) seguiu em 2,50%, cada, sendo mantida neste nível para o ano que vem há seis semanas; há 116 semanas para 2021 e há 58 semanas para 2022, respectivamente.

O mercado financeiro também manteve a previsão de estabilidade da taxa básica de juros ao longo de 2019 pela décima sétima semana seguida, o que indica que a Selic deve encerrar este ano no nível atual de 6,50%, segundo o relatório de mercado Focus. A previsão para os próximos anos também seguiu inalterada.

Para o ano que vem, os economistas consultados pelo BC mantiveram a previsão da Selic em 7,25% pela segunda semana consecutiva. As estimativas para 2021 e 2022 permaneceram em 8,00% e em 7,50%, respectivamente, pela centésima e pela segunda semana, respectivamente.

Em relação ao dólar, o mercado financeiro manteve a estimativa para a taxa de câmbio ao final deste ano em R$ 3,80 pela segunda semana seguida,
ainda segundo o relatório do BC. Para 2020, a previsão também ficou estável, em R$ 3,80, pela quarta vez.

Para 2021, a previsão do mercado financeiro para a taxa de câmbio seguiu em R$ 3,85, na segunda semana seguida, enquanto para 2022, a previsão para a cotação do dólar em relação ao real ficou em R$ 3,90 na sexta vez consecutiva.

Diante desse cenário de juros e dólar estáveis, a projeção dos economistas ouvidos pelo Banco Central no relatório de mercado Focus para a inflação medida pelo Indice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2019 oscilou em baixa, de 4,07% para 4,03%. Já para os próximos 12 meses, a estimativa oscilou em alta de 3,56% para 3,58%.

Considerando-se os próximos anos, as estimativas trazidas no Focus para o IPCA seguiram em 4,00% para 2020, ficando nesse nível há 100 semanas, e em 3,75% para 2021 e 2022, cada, pela vigésima quinta e quadragésima quinta vez, respectivamente.

Para os próximos meses, a projeção do mercado financeiro para o IPCA em maio, cujo resultado oficial será conhecido nesta sexta-feira, caiu de 0,30% para 0,26%. Em junho, a estimativa recuou de 0,27% para 0,24%.

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