Mercado reduz previsão para PIB em 2019 pela 12ª vez

Por: Olívia Bulla

São Paulo – Os economistas ouvidos pelo Banco Central reduziram a estimativa para o crescimento da economia brasileira em 2019 pela décima segunda vez seguida, caindo de 1,45% para 1,24%, de 1,71% há quatro semanas. A projeção consta no relatório de mercado Focus.

Ainda segundo o documento, para os próximos anos, a previsão para o Produto Interno Bruto (PIB) seguiu em 2,50%, cada, sendo mantida neste nível para o ano que vem há quatro semanas; há 114 semanas para 2021 e há 56 semanas para 2022, respectivamente.

Em relação ao dólar, o mercado financeiro interrompeu três semanas seguidas de estabilidade e elevou a estimativa para a taxa de câmbio ao final deste ano, de R$ 3,75 para R$ 3,80, ainda segundo o relatório Focus. Na semana passada, a moeda norte-americana superou a faixa de R$ 4,00.

Já para 2020, a previsão para o dólar ficou estável, em R$ 3,80, pela segunda vez. Para 2021, a previsão do mercado financeiro para a taxa de câmbio também subiu, passando de R$ 3,83 para R$ 3,85, enquanto para 2022, a previsão para a cotação do dólar em relação ao real ficou em R$ 3,90 pela quarta semana consecutiva.

Apesar desse nível mais elevado para o dólar, o mercado financeiro manteve a previsão de estabilidade da taxa básica de juros ao longo de 2019 pela décima quinta semana seguida, o que indica que a Selic deve encerrar este ano no nível atual de 6,50%, segundo o relatório de mercado Focus do BC. Para os próximos anos, porém, houve alterações.

Para o ano que vem, os economistas consultados pelo BC interromperam sete semanas seguidas de estabilidade e reduziram a previsão para a Selic ao final de 2020, de 7,50% para 7,25%, o que indica um aperto monetário menor. Já para 2021, a estimativa de 8,00% foi mantida, repetindo esse patamar há 98 semanas, enquanto para 2022 foi quebrada uma sequência de 73 semanas de estabilidade, com a estimativa caindo de 8,00% para 7,50%.

Essas estimativas para o juro básico levam em conta o cenário para a inflação. A projeção dos economistas ouvidos pelo BC para a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), em 2019 subiu de 4,04% para 4,07%, de 4,01% há quatro semanas.

Considerando-se os próximos anos, as estimativas trazidas no Focus para o IPCA seguiram em 4,00% para 2020, ficando nesse nível há 98 semanas, e em 3,75% para 2021 e 2022, cada, pela vigésima terceira e quadragésima terceira vez, respectivamente.

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