Mercado reduz previsão de alta do PIB 2019 pela 7ª vez, mostra BC

Por Olívia Bulla

São Paulo – Os economistas ouvidos pelo Banco Central reduziram a estimativa para o crescimento da economia brasileira em 2019 pela sétima vez seguida, de 1,97% para 1,95%, de 2,01% há quatro semanas. A projeção consta no relatório de mercado Focus.

Ainda segundo o documento, a previsão para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2020 também caiu, pela quarta semana consecutiva, de 2,70% para 2,58%, de 2,80% um mês atrás. Já para 2021 e 2022, foram mantidas as previsões de crescimento de 2,50%, cada, há 109 e 51 semanas, respectivamente.

A projeção dos economistas ouvidos pelo BC no relatório de mercado Focus para a inflação medida pelo Indice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2019 subiu pela segunda vez seguida, de 3,90% para 4,06%. Já para os próximos 12 meses, a estimativa caiu pela quinta semana, de 3,83% para 3,74%, de 3,99% há um mês.

Considerando-se os próximos anos, as estimativas trazidas no Focus para o IPCA seguiram em 4,00% para 2020, ficando nesse nível há 93 semanas, e em 3,75% para 2021 e para 2022, cada, pela décima oitava e trigésima oitava vez, respectivamente.

O mercado financeiro também manteve a estimativa para a taxa de câmbio ao final deste ano em R$ 3,70 pela décima semana seguida, ainda segundo o relatório Focus do BC. Para 2020, porém, a previsão interrompeu nove semanas seguidas de estabilidade e subiu de R$ 3,75 para R$ 3,78.

Já para 2021, a previsão ficou estável pela décima vez, em R$ 3,80, enquanto para 2022, a previsão para a cotação do dólar em relação ao real ficou em R$ 3,85 pela nona semana consecutiva.

Diante desse cenário benigno da inflação e do comportamento do dólar, o mercado financeiro manteve pela décima semana seguida a previsão de estabilidade da taxa básica de juros ao longo de 2019, com a Selic encerrando este ano no nível atual de 6,50%. Para os próximos anos, também houve estabilidade nas estimativas.

Em 2020, os economistas consultados pelo BC mantiveram a previsão para a Selic em 7,50%, pela terceira vez seguida, de 7,75% há um mês. Já para 2021 e 2022, a estimativa de 8,00%, cada, foi mantida, repetindo esse patamar há 93 e há 69 semanas, respectivamente.