Mercado prevê criação de 182,5 mil vagas nos EUA em abril

Por Carolina Pulice

Foto: Freeimages / Xiskya Valladares

São Paulo – O mercado de trabalho dos Estados Unidos criou 182,5 mil vagas em abril, após abertura de 196 mil postos em março, e a taxa de desemprego subiu de 3,6% para 3,8%, segundo analistas consultados pela Agência CMA.

Os dados são uma mediana produzida a partir das projeções dos economistas, que oscilam entre a criação de 160 mil e 210 mil vagas, enquanto as estimativas para a taxa de desemprego foram unânimes em 3,8%.

As estimativas para o ganho por hora em abril oscilaram entre 0,2% e 0,3%, com média de 0,3% em termos mensais e alta de 3,3% em base anual.

De acordo com os especialistas, a abertura de vagas em abril será menor do que no mês passado, mas outros indicadores podem provar que a diminuição não aponta para um desaquecimento do mercado de trabalho norte-americano.

“Uma leitura forte de abril ainda é provável e pode ser reforçada por outros dados como registro de queda nos pedidos de seguro-desemprego durante o mesmo período”, disse o vice-presidente da Scotiabank Economics, Derek Holt.

O relatório de emprego será divulgado na mesma semana em que importantes dados econômicos e comunicados darão o quadro geral dos Estados Unidos.

Amanhã, o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) divulga sua decisão de política monetária, que pode mostrar uma nova perspectiva para a taxa de juros – atualmente na faixa entre 2,25% e 2,50% ao ano.

“Depois da reunião do Fed teremos os dados de mercado de trabalho nos Estados Unidos, que observaram aumento da volatilidade nos últimos meses, contudo, mantendo ritmo forte de geração de postos de trabalho e taxa de desemprego baixa na média em três meses”, afirmou em relatório a consultoria Rosemberg Associados.

Por isso, analistas afirmam que o dado de abril terá menos peso na observação da economia do que os de crescimento e inflação. “Os dados de emprego dos Estados Unidos não são mais tão influentes como eram nos últimos 20 anos. Os mercados estão mais focados em dados de inflação e crescimento”, afirmou o economista chefe da ADM Investor, Marc Ostwald.

Para o economista sênior do Wells Fargo, Sam Bullard, a redução das preocupações em torno do crescimento global vai ajudar as contratações.

“Espera-se que o setor de tecnologia tenha um papel importante no censo, além da adição de trabalhadores temporários, que pode influenciar os números de contratações por um período de tempo”, afirmou.

Para Bullard, o mercado de trabalho dos Estados Unidos continua “impressionante”. “A extensão de sólidos ganhos de empregos, a taxa muito pequena de desemprego e a melhora no crescimento dos ganhos, vão apoiar o mercado de trabalho”, pontuou.

WP Facebook Auto Publish Powered By : XYZScripts.com