Mercado prevê alta menor dos juros neste ano, diz BC

07/01/2019 10:00:50

Por: Olívia Bulla/ Agência CMA

Real (Marcos Santos/USP Imagens)

São Paulo – Os economistas ouvidos pelo Banco Central reduziram a previsão para a taxa básica de juros ao final de 2019 pela terceira semana seguida, de 7,13% para 7,00%, de 7,50% quatro semanas atrás. O movimento indica previsão de um ciclo menor de alta da Selic neste ano, conforme o relatório de mercado Focus. Atualmente, o juro básico está em 6,50% ao ano.

Para 2020, a projeção para o juro básico ficou em 8,00% pela décima vez consecutiva, sendo que a Selic deve ser mantida neste mesmo patamar em 2021, previsão repetido há 79 semanas.

Essa estimativa do mercado financeiro está associada a um cenário comportado das taxas de inflação e do câmbio no cenário à frente. A projeção dos economistas ouvidos pelo BC  para a inflação medida pelo
Indice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2018 seguiu em 3,69% pela segunda vez, de 3,71% há quatro semanas.

Considerando-se apenas o mês de dezembro do ano passado, cujo resultado oficial será conhecido nesta
sexta-feira, a estimativa para o IPCA ficou em 0,10%, pela segunda vez seguida. Já para 2019, a estimativa permaneceu em 4,01%, de 4,07% um mês atrás. Para os anos de 2020 e 2021, as previsões seguiram estáveis, em 4,00% e 3,75%, há 79 e há quatro semanas, respectivamente.

Em relação ao dólar, os economistas mantiveram pela quinta vez seguida a previsão para a taxa de câmbio ao final de 2019, em R$ 3,80, ainda segundo o relatório de mercado Focus. Para 2020, a
projeção também ficou estável em R$ 3,80 pela quinta semana consecutiva, enquanto para 2021, a estimativa seguiu em R$ 3,85, pela terceira vez.

O mercado financeiro também manteve a estimativa para o crescimento da economia brasileira em 2018 em 1,30%, pela quarta semana seguida, segundo o BC. Para 2019, a previsão para o Produto Interno Bruto (PIB) oscilou em baixa, passando de 2,55% para 2,53%, e voltando ao nível de quatro semanas atrás.

Para os anos de 2020 e 2021 foi mantida a mesma estimativa de expansão, de 2,50%, cada, há 45 e 95 semanas, respectivamente.

 

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