Mercado eleva previsão de inflação para Argentina apesar de ações do governo

Por Rafaela Aguiar

Buenos Aires – Analistas consultados pelo banco central da Argentina elevaram a previsão para a inflação mesmo depois de o governo do país adotar no mês passado medidas para evitar a elevação da taxa, entre elas o congelamento de preços.

Foto: Jorge Girao / FreeImages.com

Segundo o banco central argentino, a expectativa de inflação mensal em abril aumentou pela quinta vez consecutiva, de 3,5% para 4,0%, enquanto a previsão para a inflação de maio cresceu pela terceira vez seguida, de 2,8% para 3,2%.

Os analistas também elevaram a expectativa de inflação na Argentina no final deste ano. Agora, a previsão é de que a taxa encerre 2019 em 40,0% – ou 4,0 pontos porcentuais acima do nível estimado no levantamento anterior do banco central, publicado no início do mês passado.

A previsão para a inflação em 12 meses cresceu em 0,7 ponto porcentual, para 31,4%.

O governo da Argentina enfrenta dificuldades para conter a inflação no país. Em março, o banco central estendeu de junho até dezembro a política de congelamento da base monetária do país, e em meados de abril trocou o sistema pelo qual se pauta para intervir no mercado de câmbio, adotando uma metodologia que, na prática, deixou a instituição menos tolerante à desvalorização da moeda local, o peso, e mais inclinada a vender dólares.

Além disso, o governo da Argentina anunciou, também em meados de abril, que congelaria preços de bens de consumo, vetaria novos aumentos de tarifas de serviços públicos e ofereceria linhas de crédito subsidiado para combater a inflação. Em março, o índice de preços ao consumidor argentino subiu 4,7% em termos mensais e acumulou avanço de 54,7% em 12 meses.

Tradução: Gustavo Nicoletta

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