MERCADO AGORA: Veja um sumário do comportamento dos negócios até o momento

Por Eduardo Puccioni, Flavya Pereira e Olívia Bulla

São Paulo – O Ibovespa passa por um dia de ligeiro ajuste técnico após a forte queda de ontem. No momento, o principal índice da bolsa brasileira vem apresentando avanço, com o futuro do índice se descolando um pouco e subindo mais de 1%. Ontem os mercados sofreram com novos capítulos sobre a guerra comercial entre os Estados Unidos e a China.

“Após um movimento de queda acentuada nas bolsas de valores no pregão de ontem, o que temos hoje é um ajuste técnico nas bolsas de valores, com boa parte iniciando o dia no campo positivo, motivado em parte por uma mensagem no twitter do presidente Trump de que as negociações caminham, mas ao mesmo tempo já marcou data para taxar uma lista de produtos importados ainda isentos”, afirmou, em relatório, Pedro Galdi, analista de investimentos Mirae Asset Corretora.

Por volta das 13h15 (horário de Brasília), o Ibovespa registrava alta de 0,48% aos 92.172,60 pontos. O volume financeiro do mercado era de aproximadamente R$ 6,4 bilhões. No mercado futuro, o contrato de Ibovespa com vencimento em junho de 2019 apresentava avanço de 1,68% aos 92.580 pontos.

“Assim, as ameaças entre EUA e China na questão da guerra comercial seguem no radar e agora a esperança de que um encontro entre os presidentes dos EUA e China fique para o mês de junho, quando ocorre o encontro do G-20. A agenda econômica de hoje trará como destaques no exterior a produção industrial na Zona do Euro e EUA e à noite dados de indústria e vendas varejo na China”, avaliou Galdi.

O dólar comercial ensaia queda frente ao real no mercado à vista acompanhando o cenário externo onde prevalece o viés de correção após a forte desvalorização ontem influenciada pela escalada da guerra comercial entre os Estados Unidos e a China. Porém, o mercado doméstico segue atento ao noticiário político.

“Apesar de uma recuperação tímida dos mercados, tanto o de câmbio quanto o de ações, o viés é de correção, levando a moeda local a acompanhar. O dólar futuro tem uma queda mais intensa corrigindo-se do fechamento ontem, quando ficou acima de R$ 4,00”, comenta o economista da corretora Renascença, Marcos Pessoa.

Por volta das 13h15, o dólar comercial registrava queda de 0,12%, sendo negociado a R$ 3,9740 para venda. No mercado futuro, o contrato da moeda norte-americana com vencimento em junho de 2019 apresentava recuo de 0,59%, cotado a R$ 3,980.

A notícia sobre o pedido da Justiça do Rio de Janeiro de quebra de sigilos bancário e fiscal do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) e do ex-assessor do parlamentar, Fabrício Queiroz, próximo ao fim do fechamento do mercado fez a cotação do dólar futuro para junho operar acima de R$ 4,00, enquanto no mercado à vista, a moeda fechou em R$ 3,9790 (+0,86%).

Ainda sobre a política local, a citação do nome do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, no acordo de delação premiada do empresário e um dos donos da companhia aérea Gol, Henrique Constantino, sobrecarregam o ambiente político, em um momento de intensas dificuldades do Planalto, “quer seja em relação a reforma administrativa, quer seja na construção de uma base capaz de aprovar a Previdência”, reforça o operador de câmbio da corretora Advanced, Alessandro Faganello.

As taxas dos contratos futuros de juros (DIs) apagaram o viés positivo exibido logo na abertura da sessão e passaram a ensaiar queda, com os investidores reagindo à ata da reunião deste mês do Comitê de Política Monetária (Copom) e à perda de força do dólar. Ainda assim, a movimentação na curva a termo é estreita.

Às 13h15, o DI para janeiro de 2020 tinha taxa de 6,405%, de 6,41% no ajuste de ontem; o DI para janeiro de 2021 estava em 6,88%, de 6,92% após ajustes na sessão anterior; o DI para janeiro de 2023 projetava taxa de 8,02%, de 8,05%; e do DI para janeiro de 2025 estava em 8,57%, de 8,60%, na mesma comparação.

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