MERCADO AGORA: Veja um sumário do comportamento dos negócios até o momento

Por Danielle Fonseca, Flavya Pereira e Olívia Bulla

São Paulo – Após virar para alta, o Ibovespa ampliou ganhos e passou a subir mais de 1%, em linha com as bolsas norte-americanas, depois da notícia de que negociadores chineses e norte-americanos conversaram por telefone e concordaram a conversar novamente em duas semanas. Os Estados Unidos também anunciaram que não serão mais aplicadas tarifas sobre alguns produtos chineses, com a adoção de tarifas sobre demais produtos sendo adiada de setembro para dezembro.

Por volta das 13h30 (horário de Brasília), o Ibovespa registrava alta de 1,61% aos 103.565,78 pontos. O volume financeiro do mercado era de aproximadamente R$ 10,3 bilhões. No mercado futuro, o contrato de Ibovespa com vencimento em agosto de 2019 apresentava avanço de 1,83% aos 103.560 pontos.

“Só o fato de os Estados Unidos adiar tarifas já fez os mercados virarem, dá um pouco de prazo para os dois países conversarem. Com isso, investidores esqueceram um pouco da Argentina”, disse o gerente da mesa de operações da H.Commcor, Ari Santos. Ontem, o Ibovespa caiu 2% em função da derrota do atual presidente da Argentina, Mauricio Macri, nas eleições primárias e da tensão comercial entre China e Estados Unidos.

O governo dos Estados Unidos decidiu hoje diminuir a lista de produtos da China que estarão sujeitos a uma tarifa de importação de 10% a partir de 1 de setembro. Para parte deles, não haverá mais a cobrança, enquanto para outro segmento a vigência da tarifa foi adiada para 15 de dezembro. No início deste mês, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que começaria em setembro a sobretaxar cerca de US$ 300 bilhões em produtos importados da China que até então estavam sendo negociados sem nenhuma tarifa adicional, o que havia elevado a aversão ao risco nos mercados, deixando um acordo mais distante.

Entre as ações, as de blue chips puxaram a alta do Ibovespa ao acelerarem ganhos, com destaque para os papéis do Bradesco, do Itaú Unibanco e da Vale, que vinha sofrendo com a queda dos preços do minério de ferro em função da guerra comercial. As ações da Petrobras passaram a subir acompanhando a maior alta dos preços do petróleo.

Entre as maiores altas estão ainda as ações da Suzano, que também se beneficiam de uma diminuição da tensão comercial, e do Magazine Luiza, que refletem um balanço trimestral positivo.

O dólar comercial renova mínimas sucessivas após inverter sinal e cair frente ao real após as notícias de que Estados Unidos e China voltaram a conversar a respeito da guerra comercial, o que alivia os mercados globais.

Por volta das 13h30, o dólar comercial registrava queda de 0,70%, sendo negociado a R$ 3,9570 para venda. No mercado futuro, o contrato da moeda norte-americana com vencimento em setembro de 2019 apresentava recuo de 0,71%, cotado a R$ 3,963.

Há pouco, o governo norte-americano decidiu diminuir a lista de produtos da China que estarão sujeitos a uma tarifa de importação de 10% a partir de 1 de setembro. Para parte deles, não haverá mais a cobrança, enquanto para outro segmento a vigência da tarifa foi adiada para dezembro.

“Alguns produtos estão sendo removidos da lista de tarifas com base em preocupações sobre a saúde, a segurança, a defesa nacional e outros fatores e não serão submetidos a uma tarifa adicional de 10%”, disse o escritório do representante do Comércio dos Estados Unidos em nota.

Foi determinado que a tarifa deve ser adiada até 15 de dezembro para certos artigos, incluindo telefones celulares, computadores laptop, consoles de videogames, alguns brinquedos, monitores de computadores e certos itens de calçado e vestuário. A China, por sua vez, diz que os países voltarão a conversar em duas semanas.

“Os sinais de acordo entre as duas maiores economias do mundo minimizam os impactos negativos relacionados as eleições na Argentina”, comenta o operador de câmbio da corretora Advanced, Alessandro Faganello, sobre o “pânico” causado ontem pelo resultado das prévias das eleições presidenciais com a derrota do atual presidente argentino, Maurício Macri, para a oposição. “É o trade war [guerra comercial] aliviando os mercados”, acrescenta o diretor de uma corretora estrangeira.

Após uma abertura com leves oscilações, as taxas dos contratos futuros de juros (DIs) firmaram-se em queda, seguindo o recuo do dólar, que também passou a cair, afastando-se da faixa de R$ 4,00. A melhora dos mercados domésticos acompanha a retomada do apetite por risco no exterior, após notícias envolvendo questões comerciais entre Estados Unidos e China.

Às 13h30, o DI para janeiro de 2020 tinha taxa de 5,440%, de 5,45% no ajuste de ontem; o DI para janeiro de 2021 estava em 5,38%, de 5,40%; o DI para janeiro de 2023 projetava taxa de 6,38%, de 6,39% após o ajuste anterior; e o DI para janeiro de 2025 tinha taxa de 6,83%, de 6,88%, na mesma comparação.

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