MERCADO AGORA: Veja um sumário do comportamento dos negócios até o momento

Por Eduardo Puccioni, Flavya Pereira e Olívia Bulla

São Paulo – A guerra comercial entre os Estados Unidos e a China ganhou um novo capítulo nesta segunda-feira, com o país asiático impondo sobretaxação à produtos norte-americanas a partir de 1 de junho. Isso tem feito as bolsas pelo mundo caírem forte, com o Ibovespa chegando a recuar mais de 2% pela manhã.

“A semana começa conturbada com novas provocações do presidente Trump sobre as negociações comerciais com a China, o que impacta a abertura das bolsas de valores na segunda-feira e tende a continuar influenciando o comportamento do mercado financeiro global ao longo do período”, explica, em relatório, Pedro Galdi, analista de investimentos da Mirae Asset Corretora.

Para essa semana no Brasil, Galdi destaca que o principal assunto segue sendo a reforma da Previdência, mas que é preciso ficar de olho na balança comercial e nos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), que será divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Por volta das 13h30 (horário de Brasília), o Ibovespa registrava queda de 2,36% aos 92.029,19 pontos. O volume financeiro do mercado era de aproximadamente R$ 6,7 bilhões. No mercado futuro, o contrato de Ibovespa com vencimento em junho de 2019 apresentava recuo de 1,98% aos 92.435 pontos.

Citando a imposição de tarifas de 25% sobre bens chineses no valor de US$ 200 bilhões, a China anunciou que vai impor tarifas de até 25% sobre US$ 60 bilhões de bens dos Estados Unidos. Essa nova tarifa entrará em vigor em 1 de junho, disse o governo chinês disse em comunicado.

A China aumentará as tarifas para até 25% em produtos que atualmente tributa entre 5% e 10%, informou o Conselho de Estado. A medida vem depois que os Estados Unidos elevaram tarifas de 10% para 25% para US$ 200 bilhões em bens que saíram da China na última sexta-feira e depois disso.

O dólar comercial tem alta firme frente ao real, com leve redução nos ganhos, em sessão de mau humor generalizado nos mercados globais influenciado pela escalada na disputa comercial entre Estados Unidos e China após o país asiático responder à elevação de tarifas feita pelo governo norte-americano na semana passada.

O analista da Toro Investimentos, Lucas Carvalho, ressalta o clima de apreensão que toma conta dos mercados globais e que resulta em mau humor generalizado com as declarações do presidente norte-americano, Donald Trump, elevando o tom contra a China. “Essa novela vem sendo estendida e qualquer coisa relacionada a guerra comercial alimenta as incertezas do mercado”, comenta.

Ele acrescenta que as oscilações para baixo observadas ao longo da primeira parte dos negócios vem de uma correção normal após a “euforia” observada na abertura dos negócios, quando a moeda estrangeira chegou à máxima de R$ 4,0060 (+1,54%) na sessão.

Por volta das 13h30, o dólar comercial registrava alta de 0,91%, sendo negociado a R$ 3,9810 para venda. No mercado futuro, o contrato da moeda norte-americana com vencimento em junho de 2019 apresentava avanço de 0,75%, cotado a R$ 3,988.

As taxas dos contratos futuros de juros (DIs) seguem em alta, acompanhando a valorização firme do dólar, que sobe mais de 1%, colado à faixa de R$ 4,00. O movimento doméstico é ditado pela aversão ao risco no exterior, após a escalada da tensão comercial entre Estados Unidos e China.

Às 13h30, o DI para janeiro de 2020 tinha taxa de 6,410%, de 6,395% no ajuste anterior; o DI para janeiro de 2021 projetava taxa de 6,92%, de 6,88% após ajuste na última sexta-feira; o DI para janeiro de 2023 estava em 8,04%, de 7,99%; e o DI para janeiro de 2025 tinha taxa de 8,58%, de 8,53% na mesma comparação.

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