MERCADO AGORA: Veja um sumário do comportamento dos negócios até o momento

Por Danielle Fonseca, Flavya Pereira e Eduardo Puccioni

São Paulo – Após abrir em alta, o Ibovespa passou a oscilar entre leves quedas e ganhos de olho nos índices norte-americanos e mostrando cautela à espera de eventos e indicadores relevantes ao longo desta semana, com destaque para as reuniões do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) e do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) na próxima quarta-feira.

Por volta das 13h30 (horário de Brasília), o Ibovespa registrava queda de 0,03% aos 102.784,32 pontos. O volume financeiro do mercado era de aproximadamente R$ 6,2 bilhões. No mercado futuro, o contrato de Ibovespa com vencimento em agosto de 2019 apresentava recuo de 0,06% aos 103.015 pontos.

“O mercado vai trabalhar com cautela diante da semana carregada”, disse o sócio da DNAInvest, Leonardo Ramos, que também não viu notícias corporativas animadoras que pudessem levar o índice a subir mais por enquanto.

O dia mais aguardado da semana será a quarta-feira, quando o Fed pode reduzir a taxa de juros. Um corte já é precificado pelo mercado, que têm dúvidas, porém, sobre qual será o seu tamanho. Além da reunião do Fed, haverá reuniões do Banco do Japão (BoJ) e do Banco da Inglaterra (BoE). Na agenda de indicadores, os Estados Unidos devem divulgar o número de criação de vagas de trabalho (payroll) na sexta-feira.

No Brasil, o mercado também deve chegar dividido entre um corte de 0,25 ponto percentual (pp) e 0,50 pp da Selic na próxima quarta-feira.  “O mercado pode dar uma segurada até quarta-feira e, depois, se confirmar as apostas de queda de juros, a bolsa pode acelerar as altas. Não tem indicadores hoje, é um movimento natural”, acredita o analista da Toro Investimentos, Felipe Fernandes.

Na cena corporativa, Itaú Unibanco divulga hoje, após o fechamento do mercado, seus resultados financeiros do segundo trimestre de 2019. Já o Banco do Brasil opera estável após anunciar um programa de reorganização institucional, que inclui um plano de demissão voluntária. Ao longo da semana, outros balanços devem ser divulgados, com destaque para Vale e Petrobras, que também mostram leve queda hoje. A Vale suspendeu as obras de alteamento na barragem Itabiruçu, em Minas Gerais, como medida preventiva após o projetista do empreendimento identificar alterações no assentamento do terreno.

As maiores baixas do índice são das ações da BRF, que teve sua recomendação rebaixada pelo Citi. Na contramão, as maiores altas são da BR Malls e da Iguatemi. A BR Malls informou que está em tratativas avançadas, mas sem documentos vinculantes, com o Fundo Imobiliário, administrado pela BTG Pactual, para a alienação de sua participação integral em 7 shoppings, dentre eles, os Shoppings Ilha Plaza e Osasco Plaza Shopping.

O dólar comercial acelerou os ganhos frente ao real após a abertura dos negócios nos Estados Unidos reforçando o movimento de força da moeda frente às principais divisas globais. Investidores adotam postura de cautela às vésperas de indicadores fortes da economia norte-americana e da decisão de política monetária nos Estados Unidos e aqui.

Por volta das 13h30, o dólar comercial registrava alta de 0,45%, sendo negociado a R$ 3,7900 para venda. No mercado futuro, o contrato da moeda norte-americana com vencimento em agosto de 2019 apresentava avanço de 0,35%, cotado a R$ 3,789.

“Estamos em uma semana com decisões relevantes quanto a taxa de juros mundo a fora. É um dia em que o mercado fica mais receoso desfazendo posições, se protegendo. É um movimento normal, nada fora do comum”, comenta o analista da Toro Investimentos, Felipe Fernandes.

No exterior, a grande expectativa é para decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) na quarta-feira. Por lá, as apostas se firmam em queda de 0,25 ponto percentual, indo para a faixa entre 2,00% e 2,25%. O operador de câmbio da corretora Advanced, Alessandro Faganello, ressalta que lá, apesar de dúvidas por parte de alguns investidores, é momento de cortar juros.

“Isso porque alguns sinais implícitos nos últimos dados da atividade econômica dos Estados Unidos mostram que o impasse comercial entre o país e a China pode respingar nos norte-americanos em breve. E também porque a meta de inflação de 2% patina para ser atingida, isso sem dizer a pressão política que o presidente Donald Trump exerce sobre o Fed”, avalia.

As taxas dos contratos futuros de Depósito Interfinanceiro (DI) seguem operando perto da estabilidade e sem um viés definido com investidores cautelosos aguardando as decisões dos bancos centrais dos Estados Unidos e do Brasil. Na quarta-feria, tanto o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês), do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), quanto o Comitê de Política Monetária (Copom) divulgarão suas taxas de juros para o próximo período.

Às 13h30, o DI para janeiro de 2020 tinha taxa de 5,59%, de 5,59% fechamento anterior; o DI para janeiro de 2021 estava em 5,45%, de 5,44%; o DI para janeiro de 2023 projetava taxa de 6,31%, estável ante o fechamento do último pregão, e o DI para janeiro de 2025 tinha taxa de 6,86%, de 6,87% na mesma comparação.

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