MERCADO AGORA: Veja um sumário do comportamento dos negócios até o momento

Por Danielle Fonseca, Danielle Fonseca e Eduardo Puccioni

São Paulo – O Ibovespa oscilou entre alta e baixa na manhã de hoje, porém, firmou-se em alta no início da tarde de hoje, puxado pela alta das ações dos bancos, que operavam de lado de manhã e passaram a subir perto de 1% no início da tarde. O que pesa negativamente são as ações da Petrobras, que recuam mais de 2% no momento.

Investidores também acompanham o movimento das bolsas norte-americanas depois de o PIB dos Estados Unidos vir ligeiramente acima do esperado e manter expectativas em um corte de 0,25 ponto percentual (pp) dos juros no país na reunião do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) na semana que vem.

Por volta das 13h30 (horário de Brasília), o Ibovespa registrava alta de 0,28% aos 102.945,80 pontos. O volume financeiro era de aproximadamente R$ 7,5 bilhões. No mercado futuro, o contrato de Ibovespa com vencimento em agosto de 2019 apresentava avanço de 0,24% aos 103.235 pontos.

“A Petrobras tem peso expressivo e está contribuindo de maneira substancial para que o índice não ande. A estatal soltou uma revisão de guidance operacional, não é uma queda expressiva, mas é um fator negativo”, disse o analista da Necton Corretora, Glauco Legat.

As ações da Petrobras caem mais de 2% e registram as maiores perdas do Ibovespa depois que a companhia alterou sua meta de produção para 2019 diante de problemas nas plataformas de Búzios, prevendo agora uma variação de 2,5% para mais ou menos, passando de 2,8 milhões de boed para 2,7 milhões de boed.

Ao lado das ações da Petrobras, entre as maiores perdas, estão as ações do Grupo Pão de Açúcar e da Cielo, que devolvem ganhos recentes em função de seus balanços trimestrais. Na contramão, as maiores altas são da Raia Drogasil, da Engie Brasil e da Weg.

No cenário por sua vez, as bolsas norte-americanas operam mistas após dados do PIB e em meio a balanços corporativos. Investidores também monitoram declarações do presidente norte-americano Donald Trump sobre negociações coma China e as ligações de empresas de tecnologia norte-americanas com o país.

Para Legat, o PIB dos Estados Unidos, que veio levemente acima do esperado, justifica um corte de 0,25 pp dos juros, com apostas mais agressivas de cortes sem ganhar ímpeto até o momento, principalmente, depois que o Banco Central Europeu (BCE) indicou ontem que pode demorar mais que o previsto para afrouxar a sua política monetária.

O dólar comercial mantém queda frente ao real, com algumas oscilações, influenciado pelos números do Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos no segundo trimestre abaixo do resultado do período anterior, reforçando a leitura dos investidores de que o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) deverá iniciar o ciclo de afrouxamento monetário na próxima semana, com corte da taxa básica de juros.

Por volta das 13h30, o dólar comercial registrava queda de 0,52%, sendo negociado a R$ 3,7640 para venda. No mercado futuro, o contrato da moeda norte-americana com vencimento em agosto de 2019 apresentava recuo de 0,38%, cotado a R$ 3,765.

Os números mostram que a economia norte-americana cresceu 2,1% na primeira prévia do segundo trimestre do ano, ante expectativa de 2,0%. O resultado, porém, ficou abaixo do registrado no primeiro trimestre, de 3,1%.

“Depois desse resultado, há possibilidade de ter um corte mais agressivo pelo Fed, podendo ser de 0,50 ponto percentual [pp]”, comenta a economista-chefe da Reag Investimentos, Simone Pasionotto. Hoje, a taxa de juros nos Estados Unidos está na faixa entre 2,25% e 2,50%.

Ela destaca o viés de correção, após a forte alta ontem, que levou a moeda operar acima de R$ 3,80, no maior patamar desde a aprovação do texto-base da reforma da Previdência em primeiro turno no plenário da Câmara dos Deputados.

As taxas dos contratos futuros de Depósito Interfinanceiro (DI) operam mistas na sessão de hoje, com os vencimentos mais curtos estáveis e os de médio e longo prazo operando em queda. A divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos na manhã de hoje mostrando um crescimento da economia acima do previsto pelos analistas, abre espaço para o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) entender que ainda não é o momento de corte juros no país, podendo frustrar a esperança de corte na Selic (taxa básica de juros) no Brasil.

Às 13h30, o DI para janeiro de 2020 tinha taxa de 5,605%, de 5,60% ante o ajuste anterior; o DI para janeiro de 2021 estava em 5,46%, também estável; o DI para janeiro de 2023 projetava taxa de 6,33%, de 6,35%, e o DI para janeiro de 2025 tinha taxa de 6,88%, de 6,90% na mesma comparação.

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