MERCADO AGORA: Veja um sumário do comportamento dos negócios até o momento

Por Danielle Fonseca, Flavya Pereira e Eduardo Puccioni

São Paulo – O Ibovespa inicia mais um pregão sem uma tendência definida, embora majoritariamente no campo positivo, de olho no movimento das bolsas norte-americanas após dados mais fracos nos Estados Unidos, o que mantém expectativas de cortes de juros. Já na cena local, o mercado monitora as notícias de que o governo pode tomar medidas para estimular a economia no curto prazo, porém, as ações da Vale pesam negativamente nesta quarta-feira, dia de vencimento de opções sobre o Ibovespa.

Por volta das 13h30 (horário de Brasília), o Ibovespa registrava alta de 0,48% aos 104.281,42 pontos. O volume financeiro do mercado era de aproximadamente R$ 7,0 bilhões. No mercado futuro, o contrato de Ibovespa com vencimento em agosto de 2019 apresentava avanço de 0,36% aos 104.715 pontos.

“Com o recesso parlamentar, podemos esperar um pregão mais calmo e não só para hoje, mas nos próximos dias também. O principal driver passa a ser o cenário internacional, onde dados norte-americanos vieram um pouco mais fracos”, afirmou a analista da Toro Investimentos, Stefany Oliveira.

O número de construção de moradias caiu mais do que o esperado pelo mercado em junho, o que ajudou o índice a subir no início do pregão e reiteraram as previsões de que o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) deverá começar a cortar juros neste mês. Porém, não foram suficientes para elevar expectativas de cortes mais agressivos dos juros. Investidores devem, agora, observar o Livro Bege, que será divulgado pelo Fed às 15h, em busca de mais sinalizações. A analista, porém, acredita que o documento deve manter o tom das últimas comunicações da autoridade monetária e pode não mexer com os mercados.

Ainda no exterior, serão monitoradas possíveis consequências das declarações de ontem do presidente norte-americano Donald Trump, que afirmou que ainda há um longo caminho a percorrer nas negociações comerciais com a China, reclamando que o país deveria voltar a comprar mais produtos agrícolas dos Estados Unidos.

Já no cenário doméstico, investidores olham com bons olhos as notícias de que o governo deve acelerar medidas como privatizações, mudanças no setor de gás e a reforma tributária. Além disso, o governo estaria estudando liberar saques de parte do saldo de contas ativas do FGTS e do PIS, o que somaria R$ 63 bilhões. Segundo reportagem do “Valor Econômico”, o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse ao jornal que as medidas de estímulo serão anunciadas nos próximos 10 dias.

O dólar comercial mantém queda frente ao real, exibindo poucas oscilações acompanhando o exterior, onde a moeda estrangeira tem viés de queda em meio à cautela de investidores após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a possibilidade de postergação da guerra comercial travada com a China.

Por volta das 13h30, o dólar comercial registrava queda de 0,29%, sendo negociado a R$ 3,7600 para venda. No mercado futuro, o contrato da moeda norte-americana com vencimento em agosto de 2019 apresentava recuo de 0,26%, cotado a R$ 3,763.

O economista da corretora Renascença, Daniel Queiroz, destaca as declarações de Trump de que “estariam longe de chegar a um acordo com os chineses”, o que aumenta a cautela dos investidores sobre essa “possível demora” por um desfecho no conflito comercial entre norte-americanos e chineses.

“No mais, o dólar exibe alguns movimentos pontuais de desaceleração na queda, tendo a ver com o baixo volume de negócios e a falta de notícias no mercado local. É só exterior que influencia no preço. E a tendência é que a moeda fique de lado nos próximos dias. Aqui e lá fora”, reforça.

As taxas dos contratos futuros de Depósito Interfinanceiro (DI) operam de lado na manhã de hoje, sem uma tendência definida. A falta do noticiário político, com o recesso parlamentar, tem influenciado no mercado mais cauteloso. O cenário externo também não tem contribuído muito para a tomada de decisão dos investidores.

Às 13h30, o DI para janeiro de 2020 tinha taxa de 5,720%, de 5,725% no fechamento de ontem; o DI para janeiro de 2021 estava em 5,58%, de 5,57% em relação ao fechamento anterior; o DI para janeiro de 2023 projetava taxa de 6,37%, de 6,37%; e o DI para janeiro de 2025 tinha taxa de 6,95%, de 6,96%, na mesma comparação.

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