MERCADO AGORA: Veja um sumário do comportamento dos negócios até o momento

Por Danielle Fonseca, Flavya Pereira e Eduardo Puccioni

São Paulo – Após abrir em alta, o Ibovespa passou a oscilar entre os campos positivo e negativo refletindo o movimento das bolsas norte-americanas e ajustes feitos pelos investidores em dia de vencimento de opções sobre ações. A constatação de que a votação em segundo turno da reforma da Previdência na Câmara dos Deputados ficará para agosto não provoca grandes reações, com investidores já esperando que isso poderia acontecer.

Por volta das 13h30 (horário de Brasília), o Ibovespa registrava ligeira alta de 0,01% aos 103.924,62 pontos. O volume financeiro do mercado era de aproximadamente R$ 7,1 bilhões. No mercado futuro, o contrato de Ibovespa com vencimento em agosto de 2019 apresentava pequeno recuo de 0,04% aos 104.425 pontos.

“A confirmação que a votação em segundo turno ficará para depois do recesso parlamentar não está com muita força para gerar uma reposição, já era esperado. Também não podemos esquecer que hoje é vencimento de opções sobre ações”, disse o diretor de operações da Mirae Asset Corretora, Pablo Spyer.

Apesar do segundo turno ficar para agosto, investidores acreditam que a votação poderá ocorrer rapidamente no início de agosto para depois seguir para o Senado, além disso, mesmo com a aprovação de algumas destaques e alterações ao texto, a economia trazida pela reforma foi mantida em R$ 890 bilhões em 10 anos, número considerado ainda elevado.

Já no exterior, os principais índices dos Estados Unidos também operam em torno da estabilidade depois da abertura, encontrando dificuldades para manter recordes enquanto a começa a temporada de balanços corporativos no país e após dados mistos da economia chinesa.

Após oscilar na abertura dos negócios, o dólar firma alta frente ao real em viés de correção, após a forte queda na semana passada – de mais de 2% com a aprovação do texto-base da reforma da Previdência em primeiro turno no plenário. Enquanto no exterior, as moedas de países emergentes se valorizam frente ao dólar.

Por volta das 13h30, o dólar comercial registrava alta de 0,29%, sendo negociado a R$ 3,7500 para venda. No mercado futuro, o contrato da moeda norte-americana com vencimento em agosto de 2019 apresentava avanço de 0,36%, cotado a  R$ 3,755.

Para o analista da Toro Investimentos, Matheus Amaral, além da correção após sucessivas quedas, o mercado também “monta posições” agora à espera dos desdobramentos da tramitação da reforma em segundo turno na Câmara dos Deputados.

“Além do exterior, que deverá ditar os negócios na ausência de notícias do Congresso por causa do recesso [parlamentar, a partir de quinta-feira]”, comenta o analista.

Segundo Amaral, o exterior tem dois “drivers importantes” a serem acompanhados pelos investidores. A decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) e ainda, os desdobramentos da guerra comercial entre os Estados Unidos e China.

As taxas futuras de Depósito Interfinanceiro (DI) voltaram a cair na sessão de hoje após uma manhã próxima da estabilidade. Na sexta-feira o mercado já passava a precificar que o segundo turno da reforma da Previdência ficaria para depois do recesso, com isso, na própria sexta-feira as taxas passaram a ficar mais perto da estabilidade.

Porém, a proximidade da próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central (BC), nos dias 30 e 31 de julho, pressionam as taxas para baixo, já que o mercado vem apostando num corte da Selic (taxa básica de juros) já para essa reunião. O corte é consenso, porém, a magnitude dessa redução ainda é dúvida entre os investidores.

Às 13h30, o DI para janeiro de 2020 tinha taxa de 5,715%, de 5,745% no fechamento do último pregão; o DI para janeiro de 2021 estava em 5,55% de 5,60% na comparação com o fechamento anterior; o DI para janeiro de 2023 projetava taxa de 6,30% de 6,35%; e o DI para janeiro de 2025 tinha taxa de 6,84%, de 6,91%, na mesma comparação.

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