MERCADO AGORA: Veja um sumário do comportamento dos negócios até o momento

Por Danielle Fonseca, Flavya Pereira e Eduardo Puccioni

São Paulo – O Ibovespa renovou sua máxima histórica e opera no campo positivo com investidores otimistas quanto à possibilidade aprovação da reforma da Previdência na Câmara dos Deputados nesta semana. No entanto, os fortes ganhos já vistos nos últimos pregões e o cenário externo cauteloso fazem o índice ter dificuldade de engatar uma alta mais expressiva.

Por volta das 13h30 (horário de Brasília), o Ibovespa registrava alta de 0,42% aos 104.436,29 pontos. O volume financeiro do mercado era de aproximadamente R$ 6,0 bilhões. No mercado futuro, o contrato de Ibovespa com vencimento em agosto de 2019 apresentava avanço de 0,30% aos 105,185 pontos.

“Grande parte da aprovação da reforma da Previdência já está no preço, apesar de a semana poder ser bastante positiva com a votação na Câmara. O dia lá fora também não está tão positivo”, disse o analista da Necton Corretora, Glauco Legat.

Após aprovação da reforma na comissão especial na semana passada, segue a expectativa pela votação no plenário da Câmara, pelo menos no primeiro turno, ainda esta semana, antes do recesso parlamentar, que começa no dia 18 de julho. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) se reuniu com líderes neste sábado e as negociações devem continuar para evitar surpresas e garantir votos.

Já no exterior, investidores estão mais cautelosos com dúvidas sobre quais serão os próximos passos do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) e com apostas menos agressivas em cortes de juros depois de números mais fortes do que o esperado do mercado de trabalho do país (payroll) na última sexta-feira. O presidente da autoridade monetária, Jerome Powell, também deverá discursar nesta semana e pode dar mais detalhes do que fará com a taxa de juros do país, o que faz as bolsas norte-americanas operarem em baixa.

O dólar comercial tem queda firme frente ao real em sessão de liquidez reduzida no mercado local à véspera de um feriado em São Paulo, que fechará a bolsa de valores brasileira, com investidores à espera da votação da reforma da Previdência no plenário da Câmara dos Deputados.

Por volta das 13h30, o dólar comercial registrava queda de 0,36%, sendo negociado a R$ 3,8070 para venda. No mercado futuro, o contrato da moeda norte-americana com vencimento em agosto de 2019 apresentava recuo de 0,41%, sendo cotado a R$ 3,813.

O diretor de uma corretora nacional destaca o baixo volume de negócios na sessão, o que deixa o dólar com viés lateral. “Mas o mercado segue otimista com a reforma da Previdência, podendo ser votada amanhã e na quarta-feira em primeiro turno”, diz.

Lá fora, o dólar tem leve valorização em relação às moedas pares e de países emergentes com investidores à espera dos discursos do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), Jerome Powell, ao longo da semana, além de dados de inflação dos Estados Unidos e da ata da última reunião de comitê de política monetária do Fed.

Para o diretor da corretora, Powell deve manter o tom “dovish”, e dar pistas de que haverá um afrouxamento na taxa de juros norte-americana.

As taxas dos contratos futuros de Depósito Interfinanceiro (DI) operam com viés de queda na sessão de hoje, acompanhando a desvalorização do dólar frente ao real e também com investidores otimistas com a aprovação da reforma da Previdência em plenário a partir de amanhã. Tal aprovação abriria espaço para o Banco Central (BC) cortar a Selic.

Às 13h30, o DI para janeiro de 2020 tinha taxa de 5,80%, de 5,815% no ajuste de sexta-feira; o DI para janeiro de 2021 estava em 5,63%, de 5,65% após o ajuste anterior; o DI para janeiro de 2023 projetava taxa de 6,42%, de 6,47%; e o DI para janeiro de 2025 tinha taxa de 6,97%, de 7,03%, na mesma comparação.