MERCADO AGORA: Veja um sumário do comportamento dos negócios até o momento

Por Danielle Fonseca, Flavya Pereira e Eduardo Puccioni

São Paulo – O Ibovespa segue acelerando ganhos e renovando máximas históricas, deixando para trás o recorde de 102.617,31 pontos atingido no dia 24 de junho, em meio a expectativas de que a reforma da Previdência seja votada hoje na comissão especial da Câmara dos Deputados.

Por volta das 13h30 (horário de Brasília), o Ibovespa registrava alta de 1,64% aos 103,719,88 pontos. O volume financeiro do mercado era de aproximadamente R$ 6,6 bilhões. No mercado futuro, o contrato de Ibovespa com vencimento em agosto de 2019 apresentava avanço de 1,73% aos 104.455 pontos.

“A expectativa de votação hoje do relatório da reforma da previdência na comissão especial e as declarações do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, que disse que tem votos suficientes para aprovar a reforma no plenário na semana que vem, animaram os investidores”, disse o analista da Terra Investimentos, Régis Chinchila.

Depois de negociações ao longo do dia e de pressão de algumas categorias como as dos policiais, a sessão de ontem da comissão especial começou apenas às 20h e garantiu a derrota de requerimentos que podiam atrasar a votação da reforma, apesar de esforços da oposição. Agora, a expectativa é que a sessão, que já começou, possa aprovar o texto, o que permitiria que fosse a plenário antes do recesso parlamentar, que começa no dia 18 de julho. Depois da votação, porém, os membros da comissão ainda avaliarão os 25 destaques de bancada e os 99 individuais, com propostas de alteração do texto.

Há pouco, a comissão também aprovou a inversão da pauta para acelerar a votação e negou um requerimento para adiá-la, podendo iniciar o processo dos votos.

Com o Ibovespa já em níveis elevados hoje e precificando a aprovação, o analista da Terra não aposta que haverá novo salto do índice ao longo do dia, mas vê o Ibovespa operando entre os 105 e 109 mil no curto prazo, se a possibilidade de o texto ser votado antes do recesso parlamentar, que começa no dia 18 de julho, se confirmar.

O feriado nos Estados Unidos, que mantém os mercados do país fechados, também deve manter o foco na reforma, e trazer alguma redução da liquidez ao longo do dia.

Entre as ações, papéis de peso como os do setor financeiro, com destaque para o Santander, Bradesco e B3, seguem em alta e ajudam a manter o Ibovespa nos 103 mil pontos, embora os ganhos sejam generalizados entre os setores hoje.  Já as maiores valorizações do índice são das ações da Gol e da Azul, que já tinha registrado fortes altas ontem após recomendações positivas do Goldman Sachs.

A expectativa de a reforma da Previdência ser votada ainda hoje na comissão especial da Câmara dos Deputados sustenta a queda do dólar frente ao real, que renova mínimas sucessivas e chega ao nível de R$ 3,78 – menor valor desde março.

Por volta das 13h30, o dólar comercial registrava queda de 0,91%, sendo negociado a R$ 3,7920 para venda. No mercado futuro, o contrato da moeda norte-americana com vencimento em agosto de 2019 apresentava recuo de 0,88%, sendo cotado a R$ 3,800.

Para o diretor da Correparti, Ricardo Gomes, mesmo com volume de negócios “bem baixo”, com grandes investidores fora do mercado por falta de liquidez influenciado pelo fechamento das bolsas norte-americanas, com o feriado local, a expectativa de votação da reforma alimenta o otimismo dos investidores.

“O ambiente é favorável para aprovação da matéria ainda hoje, o que leva o dólar a operar abaixo de R$ 3,80 e pode cair mais na medida em que a pauta avançar no plenário”, diz. Para o analista da Toro Investimentos, porém, a moeda norte-americana pode atingir níveis menores, “a R$ 3,75, por exemplo”, quando a proposta for aprovada no Senado.

“Aí, você vira a chave. A gente sabe que ela [a Previdência] vai ser aprovada, mas como não será um trabalho fácil, já está no preço. Por isso não vejo quedas a R$ 3,50 como há foi ventilado”, acrescenta o analista.

Há pouco, a comissão especial rejeitou o requerimento para retirar de pauta a votação do parecer do relator da Previdência, deputado Samuel Moreira (PSDB-SP). Foram 13 votos a favor e 36 contra. Com a rejeição do requerimento, todos os outros que tratam do mesmo assunto ficam automaticamente prejudicados e não serão votados. A comissão agora iniciará o processo para votação do parecer.

As taxas dos contratos futuros de Depósito Interfinanceiro (DI) seguem em queda amparado pelo otimismo dos investidores com a aprovação da reforma da Previdência na comissão especial da Câmara dos Deputados ainda hoje. Colabora para isso, a queda do dólar comercial, que voltou a ser negociado abaixo dos R$ 3,80.

Às 13h30, o DI para janeiro de 2020 tinha taxa de 5,895%, de 5,97% no ajuste de ontem; o DI para janeiro de 2021 estava em 5,72%, de 5,79% após o ajuste anterior; o DI para janeiro de 2023 projetava taxa de 6,48%, de 6,55%; e o DI para janeiro de 2025 tinha taxa de 6,97%, de 7,03%, na mesma comparação.

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