MERCADO AGORA: Veja um sumário do comportamento dos negócios até o momento

Por Danielle Fonseca e Eduardo Puccioni

São Paulo – O Ibovespa mostra leve queda nesta manhã com investidores mais cautelosos à espera da possível leitura do parecer da reforma da Previdência nesta tarde e com receio de que alguns pontos fiquem de fora do texto, como os Estados e municípios. As ações ligadas a commodities, que ontem tiveram um dia positivo, também caem hoje, caso dos papéis da Petrobras, da Vale e de siderúrgicas.

Por volta das 13h30 (horário de Brasília), o Ibovespa registrava queda de 0,28% aos 101,049,07 pontos. O volume financeiro do mercado era de aproximadamente R$ 7,5 bilhões. No mercado futuro, o contrato de Ibovespa com vencimento em agosto de 2019 apresentava recuo de 0,20% aos 101.940 pontos.

“Está tudo combinado para a leitura ocorrer hoje. O governo, no entanto, segue em negociação para evitar novo atraso na votação na Câmara – e o mercado brasileiro está sensível a cada possível adiamento e demora”, disse o estrategista-chefe da Levante Investimentos, Rafael Bevilacqua. O estrategista destaca que além do temor de atrasos na leitura, o que poderá fazer com a votação não ocorra antes do recesso parlamentar, há dúvidas sobre alterações no texto.

A questão da inclusão dos Estados e municípios ainda é negociada com governadores, que se reúnem como o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, nesta manhã. Além disso, o próprio partido do presidente, o PSL, pressiona por condições especiais para policiais.

Entre as ações, as da Petrobras aceleraram perdas acompanhando os preços do petróleo, que passaram a cair mais de 2% e têm mostrado volatilidade mesmo com a decisão da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) de manter cortes de produção. As ações da Vale e de siderúrgicas, como da Gerdau também têm um dia negativo e devolvem ganhos vistos ontem com a alta dos preços do minério de ferro. Além das siderúrgicas, estão entre as maiores quedas do Ibovespa as ações da Suzano, que refletem quedas nos preços da celulose.

Na contramão, as maiores altas são das ações da Via Varejo, que sobem com investidores vendo como positivas possíveis mudanças na diretoria da empresa. Também recuam os papéis da Telefônica Brasil e da Kroton.

O dólar comercial inverteu o viés de alta e passou a cair diante de diversas incertezas em relação à reforma da Previdência, que será debatida na tarde de hoje na Câmara dos Deputados. Por volta das 13h40, o dólar comercial registrava queda de 0,41%, cotado a R$ 3,8290 para venda.

De acordo com o relator da reforma da Previdência, o deputado Samuel Moreira (PSDB-SP), a inclusão dos Estados deverá ficar para depois no texto que será votado pela comissão especial da Câmara dos Deputados. Por outro lado, declarações do governado do Piauí, Wellington Dias (PT), afirmam que um acordo para a inclusão dos Estados está bem perto de acontecer.

As taxas dos contratos futuros de Depósito Interfinanceiro (DI) operam de lado com ligeiro viés de alta na sessão de hoje, após iniciar o dia em queda e depois passar a subir. Pela manhã, as taxas recuavam após a divulgação da produção industrial brasileira e devido a cautela na espera pela discussão da reforma da Previdência na Câmara dos Deputados. Porém, a alta nas taxas perdeu força com a movimentação do dólar que, no momento, voltou a cair.

Às 13h40, o DI para janeiro de 2020 tinha taxa de 5,99%, de 5,98% no ajuste de ontem; o DI para janeiro de 2021 estava em 5,83%, de 5,81%; o DI para janeiro de 2023 projetava taxa de 6,62%, de 6,59% após o ajuste anterior; e o DI para janeiro de 2025 tinha taxa de 7,05%, de 7,05%, na mesma comparação.

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