MERCADO AGORA: Veja um sumário do comportamento dos negócios até o momento

Por Danielle Fonseca, Flavya Pereira e Olívia Bulla

São Paulo – O Ibovespa segue em leve alta desde a abertura com investidores acompanhando o início do G-20 e aguardando o encontro dos presidentes da China e dos Estados Unidos, quando pode ser feito um acordo comercial entre as duas potências. O índice também sobe na esteira do maior otimismo de ontem com a expectativa de que a reforma da Previdência ainda pode ser votada no plenário da Câmara dos Deputados antes do recesso parlamentar.

Por volta das 13h30 (horário de Brasília), o Ibovespa registrava alta de 0,40% aos 101,129,81 pontos. O volume financeiro do mercado era de aproximadamente R$ 6,5 bilhões. No mercado futuro, o contrato de Ibovespa com vencimento em agosto de 2019 apresentava avanço de 0,45% aos 101.940 pontos.

“As bolsas norte-americanas também têm alta moderada hoje de olho na questão comercial e no G-20, além disso, segue a expectativa positiva pela votação da reforma em plenário, conforme reafirmado ontem pelo Maia. O ‘timing’ parece que está sendo bem cronometrado, apesar de alguns atrasos”, disse o analista da Toro Investimentos, Lucas Carvalho.

Ontem, investidores ficaram mais tranquilos quanto ao andamento da reforma depois que o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, disse que o texto do relator da reforma deve ser lido na terça-feira na comissão especial, o que permite que seja votado em plenário da Câmara antes do recesso parlamentar, que começa no dia 18 de julho. Atrasos na leitura no parecer da reforma na comissão haviam trazido preocupação no meio da semana.

O dólar comercial oscilou pela manhã no mercado à vista aguardando a formação da taxa Ptax de fim de mês. O dólar futuro manteve viés de alta influenciado pela cautela dos investidores ao redor do globo à espera do encontro entre os líderes das duas maiores economias do mundo que pode resultar em acordo comercial.

Por volta das 13h30, o dólar comercial registrava avanço de 0,05%, sendo negociado a R$ 3,8360 para venda. No mercado futuro, o contrato da moeda norte-americana com vencimento em julho de 2019 apresentava avanço de 0,34%, cotado a R$ 3,832.

Para o analista da Toro Investimentos, Lucas Carvalho, além da “tradicional briga” pela formação de preço da Ptax de fim de mês, há um viés de ajuste após a queda observada ontem próximo ao fim do pregão, reagindo à declarações dos presidentes da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), em tom otimista em relação ao andamento da reforma da Previdência.

O analista da corretora Mirae Asset, Pedro Galdi, reforça a atenção dos investidores ao encontro dos presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da China, Xi Jinping, aguardando desdobramentos da reunião. “Trump diz que o encontro com o líder chinês será, no mínimo, produtivo. Entretanto, nada de concreto é conhecido”, diz.

Para Galdi, com o andamento da reforma “empurrado” para terça-feira, não se espera “muitas novidades” vindas de Brasília. Vale acompanhar a reunião do G-20, no Japão, onde o presidente Jair Bolsonaro busca acordos comerciais com outros países.

As taxas dos contratos futuros de juros (DIs) seguem em queda, em meio a um volume financeiro robusto, com os investidores provendo os ajustes antes do fechamento do mês e do segundo trimestre, enquanto aguardam novidades sobre a guerra comercial e a reforma da Previdência.

Às 13h30, o DI para janeiro de 2020 tinha taxa de 6,005%, de 6,025% no ajuste de ontem; o DI para janeiro de 2021 estava em 5,87%, de 5,93%; o DI para janeiro de 2023 projetava taxa de 6,66%, de 6,73% após o ajuste anterior; e o DI para janeiro de 2025 tinha taxa de 7,14%, de 7,24%, na mesma comparação.

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