MERCADO AGORA: Veja um sumário do comportamento dos negócios até o momento

Por Danielle Fonseca, Flavya Pereira e Olívia Bulla

São Paulo – O Ibovespa opera em leve alta, embora já tenha desacelerado ganhos em relação à abertura, refletindo o cenário externo mais positivo em meio a esperanças de que um acordo comercial seja fechado entre a China e os Estados Unidos. Investidores também seguem acompanhando o andamento da reforma da Previdência na comissão especial da Câmara, com receios de atraso no seu cronograma.

Por volta das 13h30 (horário de Brasília), o Ibovespa registrava alta de 0,85% aos 100.951,25 pontos. O volume financeiro do mercado era de aproximadamente R$ 8,2 bilhões. No mercado futuro, o contrato de Ibovespa com vencimento em agosto de 2019 apresentava avanço de 1,29% aos 101.805 pontos.

Para o gerente da mesa de operações da H.Commcor, Ari Santos, o índice está acompanhando de perto as bolsas norte-americanas, que também já mostraram uma desaceleração desde a abertura, mas a tendência é de que mantenha a leve alta e defenda os 100 mil pontos ao longo do pregão.

“Pode até ficar um pouco acima ou um pouco abaixo dos 100 mil, mas esse patamar é confortável, pode ser sustentado no curto prazo, a não ser se tivermos alguma notícia negativa”, afirmou. Ele lembra que a aproximação do fim do trimestre também leva a alguns ajustes de carteiras, com investidores comprando um pouco mais algumas ações e ajustando posições.

No exterior, o dia começou positivo depois das declarações do secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Steven Mnuchin, que afirmou que o acordo comercial entre o país e a China está 90% encaminhado, e que o encontro do G-20, no fim desta semana será uma grande oportunidade. Há pouco, o presidente norte-americano, Donald Trump, também afirmou que está feliz com a situação atual, porém, afirmou que aplicará novas tarifas às importações se chinesas se não chegarem a um acordo.

Já na cena doméstica, o foco segue na Previdência. Após a notícia de que a votação da reforma da comissão especial irá atrasar e ocorrer apenas na semana que vem, o mercado acompanha também quais pontos podem ser alterados no texto. “Um atraso pode até ser positivo se forem incluídos os Estados e municípios, por exemplo”, disse o gerente da H.Commcor.

O dólar comercial voltou a cair frente ao real após oscilar sem direção única em meio às incertezas que voltam a rondar a reforma da Previdência quanto a data de votação do parecer final na comissão especial da Câmara dos Deputados. Lá fora, o viés segue positivo para os ativos após declarações do governo norte-americano sobre acordo comercial com a China.

Por volta das 13h30, o dólar comercial registrava queda de 0,28%, sendo negociado a R$ 3,8420 para venda. No mercado futuro, o contrato da moeda norte-americana com vencimento em julho de 2019 apresentava recuo de 0,16% a R$ 3,840.

“Parte do movimento de hoje tem muito a ver com o calendário de votação da reforma, com investidores precificando as incertezas se será adiada para a semana que vem, ou até mesmo, após o recesso parlamentar, em agosto”, comenta o economista da Toro Investimentos, Rafael Winalda.

A líder do governo no Congresso, deputada Joice Hasselmann (PSL-SP), declarou que o esperado é concluir a votação da reforma na Câmara uma semana antes do início do recesso parlamentar, que começa em 18 de julho. “Nosso plano é votar a reforma na comissão especial até quinta-feira. Não vai estragar o calendário se tiver que ficar para segunda-feira. Estamos sempre trabalhando com uma semana de folga. Nosso cálculo é ter aprovação uma semana antes do recesso”, disse a deputada à jornalistas.

Lá fora, o viés segue positivo após declarações do secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Steven Mnuchin, de que o acordo comercial com a China estaria quase pronto, “90% completo”, além da expectativa para que os países firmem acordo no fim da semana no Japão, quando os presidentes Donald Trump e Xi Jinping devem se encontrar durante a reunião do G-20.

As taxas dos contratos futuros de juros (DIs) seguem com oscilações estreitas, mas o trecho mais curto da curva a termo passou a ensaiar alta, com os investidores retomando a trajetória vista ontem, em meio a temores de que um atraso na votação da reforma da Previdência na comissão especial pode adiar um corte na Selic em breve.

Às 13h30, o DI para janeiro de 2020 tinha taxa de 6,02%, de 6,03% no ajuste de ontem; o DI para janeiro de 2021 estava em 5,96%, de 5,96%; o DI para janeiro de 2023 projetava taxa de 6,74%, de 6,78% após o ajuste anterior; e o DI para janeiro de 2025 tinha taxa de 7,23%, de 7,29%, na mesma comparação.

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