MERCADO AGORA: Veja um sumário do comportamento dos negócios até o momento

Por Danielle Fonseca, Flavya Pereira e Olívia Bulla

São Paulo – Apesar de ter mostrado alguma oscilação perto da abertura, o Ibovespa firmou-se no campo positivo e renovou a sua máxima histórica mantendo o tom positivo da semana passada na ausência de notícias negativas nesta segunda-feira. Investidores mostram alguma cautela com o cenário externo, no entanto, seguem otimistas com expectativas pelo andamento da reforma da Previdência nesta semana.

Por volta das 13h30 (horário de Brasília), o Ibovespa registrava alta de 0,07% aos 102,088,49 pontos. O volume financeiro do mercado era de aproximadamente R$ 5,7 bilhões. No mercado futuro, o contrato de Ibovespa com vencimento em agosto de 2019 apresentava avanço de 0,05% aos 102.980 pontos.

“Não temos motivos para queda e também não temos motivos para a alta, o cenário não mudou desde quinta-feira da semana passada. Há fatores de risco que podem vir a pesar e se tornarem motivos para uma realização de lucros, como a tensão entre o Irã e os Estados Unidos, mas por enquanto não há nada de diferente”, disse o analista-chefe da Geral Investimentos, Carlos Müller.

No exterior, as bolsas norte-americanas também operam em ligeira alta depois que o presidente norte-americano, Donald Trump, disse que não quer uma guerra com Irã, mas que sanções ao país devem aumentar. Trump também voltou a criticar o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) por não reduzir juros, embora a autoridade monetária tenha dados sinalizações de afrouxamento da sua política monetária na semana passada.

Ainda estão no radar as negociações dos Estados Unidos com a China, com expectativas de que um acordo comercial possa ser desenhado até final da semana, quando Trump deve encontrar o presidente chinês Xi Jinping no G-20.

Já no Brasil, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), voltou a afirmar que a comissão especial que analisa a reforma da Previdência deve votar o parecer sobre a medida até quinta-feira (27) e reiterou que o plenário da Casa deve deliberar sobre o assunto na primeira quinzena de julho. Ainda há dúvidas, porém, se o texto deve sofrer ajustes e quais devem ser a alterações.

O dólar comercial oscila em campos positivo e negativo desde a abertura dos negócios influenciado por movimentos técnicos e à espera da votação do texto final da reforma da Previdência na comissão especial da Câmara dos Deputados na quarta-feira, enquanto segue atento às tensões geopolíticas e comercial no exterior.

Depois de renovar mínimas no patamar de R$ 3,80, o dólar ficou “barato”, comenta o diretor da Correparti, Ricardo Gomes, chamando para o mercado “quem estava com posições represadas desde o patamar ao redor de R$ 3,85, além de tesourarias de banco podendo ter aproveitado o preço para recompor posições”, comenta.

Porém, o dólar passou a renovar máximas “ensaiando uma recuperação” em relação a forte queda de 1,92% registrada na semana passada, diz a economista da Capital Markets, Camila Abdelmalack. “Mas está sem forças para voltar a subir e para cair mais. Talvez o dólar tenha criado resistência nos R$ 3,82 com incertezas geopolíticas [entre Estados Unidos e Irã] e a questão comercial entre norte-americanos e chineses”, reforça.

Por volta das 13h30, o dólar comercial registrava recuo de 0,13%, sendo negociado a R$ 3,8200 para venda. No mercado futuro, o contrato da moeda norte-americana com vencimento em julho de 2019 apresentava queda de 0,16%, cotado a R$ 3,818.

Aqui, segue a espera pela votação do texto final do relator da nova Previdência, Samuel Moreira (PSDB-SP), aguardada para quarta-feira na comissão especial. “Paulo Guedes [ministro da economia] não parece muito satisfeito com o que o Congresso pretende fazer, mas os partidos do centrão e seus aliados computam que a reforma já teria por volta de 325 votos favoráveis e a quem diga que o impacto da mesma ficaria em torno de R$ 800 bilhões e não os R$ 913 bilhões anunciados anteriormente”, comenta o operador da corretora Advanced, Alessandro Faganello.

As taxas dos contratos futuros de juros (DIs) seguem com leves oscilações, atentas ao dólar, que segue acima de R$ 3,80. Enquanto aguardam novidades sobre a reforma da Previdência e a guerra comercial, os investidores ainda ecoam o tom suave (“dovish”) dos principais bancos centrais globais, o que ajuda a sustentar as posições.

Às 13h30, o DI para janeiro de 2020 tinha taxa de 5,97%, de 5,98% no ajuste anterior, na última sexta-feira; o DI para janeiro de 2021 estava em 5,89%, de 5,85%; o DI para janeiro de 2023 projetava taxa de 6,72%, de 6,67% ao final da semana passada; e o DI para janeiro de 2025 tinha taxa de 7,25%, de 7,20%, na mesma base de comparação.

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