MERCADO AGORA: Veja um sumário do comportamento dos negócios até o momento

Por Eduardo Puccioni, Flavya Pereira e Olívia Bulla

São Paulo – O Ibovespa segue em alta mais forte na sessão de hoje ainda refletindo a decisão do presidente Jair Bolsonaro de dividir o Ministério de Desenvolvimento Regional em duas novas pastas – a das Cidades e a da Integração Nacional. No momento, o índice estabilizou o avanço com investidores aguardando a participação do ministro da Economia, Paulo Guedes, na comissão especial da Câmara para discutir a Previdência.

“Mercado animou bastante com o fatiamento dos ministérios. Segundo a imprensa, quem escolherá os ministros será o próprio Congresso, com a participação do Rodrigo Maia [presidente da Câmara]. Isso demonstra que o Bolsonaro está interessado em articular para avançar na reforma da Previdência”, explicou Daniel Herrera, analista de investimentos da Toro Investimentos.

Por volta das 13h30 (horário de Brasília), o Ibovespa registrava alta de 1,62% aos 95.918,60 pontos. O volume financeiro do mercado era de cerca de R$ 9,0 bilhões. No mercado futuro, o contrato de Ibovespa com vencimento em junho de 2019 apresentava avanço de 1,22% aos 96.460 pontos. “Essa alta foi puxada da abertura até umas 10h50, depois estabilizou”, disse Herrera.

Sobre os resultados corporativos, Herrera afirma que o balanço da Petrobras veio dentro do esperado e já estava precificado e que a alta de hoje das ações da estatal reflete o otimismo geral dos investidores. “Diversas ações estão subindo e a Petrobras está dentro das altas, mas nada de surpreendente no balanço”, afirmou.

O dólar comercial mantém queda frente ao real e acelera perdas, renovando mínimas, influenciado por notícias locais no cenário político e na reforma da Previdência, além de um alívio vindo do exterior, com a possibilidade de os Estados Unidos e a China fecharem um acordo comercial nesta semana.

Por volta das 13h30, o dólar comercial registrava queda de 0,85%, sendo negociado a R$ 3,9360 para venda. No mercado futuro, o contrato da moeda norte-americana com vencimento em junho de 2019 apresentava recuo de 0,91%, cotado a R$ 3,943.

O diretor da Correparti, Ricardo Gomes, reforça que investidores reagem às últimas notícias do cenário político e da reforma da Previdência, em que o mercado vê como positivo o fato de o presidente Jair Bolsonaro ceder aos partidos do Centrão e dar aval para a criação de dois ministérios – das Cidades e da Integração Nacional, desintegrando o atual Ministério do Desenvolvimento Regional.

Expectativa também para a presença do ministro da Economia, Paulo Guedes, hoje na comissão especial da Câmara dos Deputados para discutir a reforma da Previdência. “Não tem possibilidade de ele não se sair bem na comissão. Todos sabem que o Guedes é bom para negociar assuntos tidos como difíceis”, diz.

Gomes destaca o volume de negócios bom nesta sessão, dentro do esperando, com atuação dos vendedores. “Há também um fluxo importante entrando no mercado, o que ajuda nessa queda expressiva”, comenta.

Lá fora, o sentimento é de trégua na tensão comercial entre Estados Unidos e China após o presidente norte-americano, Donald Trump, confirmar no Twitter que o vice-premiê da China, Liu He, está a caminho do país para assinar o acordo comercial entre eles após um início de semana conturbado com as ameaças de Trump em elevar as tarifas – de 10% para 25% – sobre US$ 200 bilhões de produtos chineses.

As taxas dos contratos futuros de juros (DIs) acompanham a queda do dólar, com os investidores à espera da participação do ministro da Economia, Paulo Guedes, em audiência pública na comissão especial e também no aguardo da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) sobre a Selic.

Às 13h30, o DI para janeiro de 2020 tinha taxa de 6,435%, de 6,445% no ajuste de ontem; o DI para janeiro de 2021 estava em 7,01%, de 7,04% após o ajuste anterior; o DI para janeiro de 2023 projetava taxa de 8,11%, de 8,18%; e o DI para janeiro de 2025 tinha taxa de 8,63%, de 8,70%, na mesma comparação.

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